
Nokia Asha está de volta: HMD lança sucessor com bateria de 32 horas
A HMD Global resgatou o nome Asha, símbolo dos feature phones Nokia dos anos 2010, no novo HMD Asha 305, aparelho básico com bateria removível e autonomia de até 32 horas.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O nome Asha renasce, mas sem o logo Nokia
A HMD Global, empresa finlandesa formada por ex-executivos da Nokia que detém a licença da marca para celulares desde 2016, resgatou um dos nomes mais nostálgicos do catálogo Nokia dos anos 2010: Asha. O novo aparelho, batizado de HMD Asha 305, chega como um celular de entrada com uma promessa que remete direto à era dos feature phones: autonomia de bateria que dura o dia inteiro e mais um pouco.
Curiosamente, o resgate vem sem o nome Nokia na caixa. O produto é vendido como "HMD Asha 305", reflexo da migração que a HMD faz para sua marca própria desde 2024, à medida que o contrato de licenciamento com a Nokia se aproxima do fim.
Especificações: o básico, só que básico mesmo
Quem espera um smartphone de verdade vai se decepcionar rápido. O Asha 305 tem tela LCD de 5 polegadas com resolução de apenas 480 x 854 pixels, processador Unisoc de entrada, 2 GB de RAM e 16 GB de armazenamento interno. As câmeras, frontal e traseira, são de 2 megapixels cada. O sistema roda o Pulse OS, construído sobre o Android Open Source Project, sem acesso à Google Play Store, com loja própria de aplicativos "leves" como o TikTok Lite.
Ou seja: não é um Android completo, é um substituto funcional para quem quer WhatsApp, chamadas e pouco mais, sem o consumo de recursos de um smartphone tradicional.
A grande vitrine é a bateria
O carro-chefe da campanha é a bateria de 2.500 mAh, removível, item raro em 2026, com autonomia de até 32 horas de uso. É aqui que a comparação com a linha Asha original de 2011 faz sentido: aqueles aparelhos venderam a ideia de resistência e simplicidade para mercados emergentes. Passados 15 anos, a fórmula segue parecida, só que agora com uma camada fina de Android por baixo.
Vale o preço no Brasil?
O Asha 305 já está à venda nas Filipinas por 3.990 pesos filipinos, cerca de US$ 75, e a HMD sinaliza expansão pelo Sudeste Asiático. Não há, até o momento, anúncio de preço ou data de chegada ao mercado brasileiro. Se aportar por aqui, a pergunta que fica é se o público vai comprar nostalgia por um aparelho com câmera de 2 MP e sem Play Store, ou se a bateria de 32 horas, sozinha, já é motivo suficiente para quem só quer um celular que funcione o dia inteiro sem depender de tomada.