
Nome de Agüero aparece em investigação argentina de narcotráfico
Ex-jogador e fundador da KRÜ Esports é citado em conversas de um processo por narcotráfico e lavagem de dinheiro, mas não é investigado nem denunciado.
Por Marcos Silva · Repórter de plantão
O caso
A Justiça argentina investiga uma rede de narcotráfico e lavagem de dinheiro conduzida pelo juiz federal Pablo Yadarola, que apura o tráfico de drogas sintéticas vindas da Espanha e de cocaína proveniente da Bolívia. O nome de Sergio "Kun" Agüero, ex-atacante da seleção argentina e fundador da KRÜ Esports, organização latino-americana de e-sports com times em jogos como CS2, Valorant e Free Fire, aparece em conversas, áudios e documentos anexados ao processo. Agüero não é investigado nem denunciado, segundo apuração do portal argentino La Política Online, publicada nesta semana e replicada por veículos como La Nación e CNN Chile.
O que os documentos mostram
Entre o material do processo está um arquivo chamado "guion_kru_tickets.pdf", com o roteiro de um vídeo publicitário que Agüero gravaria, e capturas de conversas identificadas com seu apelido. Segundo os registros, Diego Anzalone, apontado como líder do grupo investigado, disse à própria secretária que "em 15 dias assinamos com o Kun" — referência a um projeto de venda de ingressos batizado KRÜ Tickets, que buscaria usar a imagem do ex-jogador. A investigação também levou à prisão de Pablo "Bebote" Álvarez, ex-líder de torcida organizada do Independiente, clube que revelou Agüero.
A resposta da KRÜ
Em nota publicada no X, a KRÜ Esports afirmou que "não existe nem nunca existiu vínculo profissional, pessoal ou comercial" entre Agüero e qualquer pessoa citada na investigação. Segundo a organização, a proposta de associar uma empresa de ingressos à marca foi analisada e rejeitada, sem sociedade ou investimento conjunto. A nota diz ainda que circularam informações ligando Agüero a pessoas que tentaram se aproximar da KRÜ "sem que ele soubesse de suas atividades ou intenções".
Até a publicação desta matéria, a Justiça argentina não havia indiciado ou formalizado qualquer acusação contra o ex-jogador.