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Mercado22 de set. de 2026, 09:54

Nova ação acusa Activision Blizzard de tentativa de estupro

Ex-funcionária de 14 anos na empresa processa a Activision Blizzard por assédio, discriminação e retaliação, citando dez homens e um episódio de tentativa de estupro entre 2011 e 2012.

Por Marcos Silva · Repórter de plantão

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O processo

Uma ex-funcionária da Activision Blizzard, dona de franquias como Call of Duty e World of Warcraft, entrou com uma ação judicial contra a empresa. O processo foi protocolado em 9 de setembro na Corte Superior do Condado de Los Angeles. A autora é identificada no processo como Jane Doe. Ela trabalhou 14 anos no departamento de som da empresa. Foi demitida em abril de 2024.

As alegações

Foto: reprodução/hoodline.com

O processo cita dez homens. As acusações incluem toque não consentido, comentários sexuais, intimidação e sabotagem de promoção. Um episódio é descrito como o mais grave: entre 2011 e 2012, um colega a levou até seu apartamento, bloqueou a saída, ameaçou violência física e tentou estuprá-la. Outro homem do setor de áudio a assediou e ameaçou sua carreira entre 2010 e 2015. Um diretor de áudio tocou sua perna sem permissão e, segundo a ação, sabotou sua ascensão profissional depois disso.

O processo também descreve uma cultura de trabalho que chama de "frat boy" — supervisores e colegas homens exibindo pornografia no ambiente de trabalho, fazendo comentários sexuais e objetificando mulheres abertamente. Há ainda menção a jornadas de trabalho excessivas em horários inadequados.

A resposta da empresa

A Activision Blizzard disse que trata as alegações com seriedade. Em nota, afirmou que se esforça pra manter um espaço respeitoso e inclusivo. A empresa não confirmou investigação interna nem contato direto com a ex-funcionária.

O histórico

Este não é o primeiro processo do tipo contra a companhia. Em 2021, uma investigação semelhante levou mais de 3 mil funcionários a paralisar suas atividades em protesto. Na época, a Activision Blizzard pagou um acordo de US$ 35 milhões às vítimas, sem admitir publicamente os problemas internos. Cinco anos depois, as alegações se repetem — agora numa ação individual, movida por uma funcionária que passou quase toda a carreira dentro da empresa.

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