
Nova geração do BYD Tang perde 2 lugares e ganha 850 km de autonomia
A BYD mostrou em Chengdu a terceira geração do Tang, SUV que no Brasil chama-se Tan. O novo modelo troca a configuração de 7 por 5 lugares e promete até 850 km de autonomia — mas ainda não tem data para chegar por aqui.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O Tan que conhecemos vai ficar velho rápido
Quem comprou um BYD Tan no Brasil — hoje por R$ 399.900, com dois motores somando 517 cv e 0 a 100 km/h em 4,6 segundos — acabou de ver a próxima geração nascer do outro lado do mundo. No Salão de Chengdu, a BYD apresentou a terceira geração do Tang, nome que o SUV leva na China e que vira "Tan" na versão vendida aqui. E a mudança mais chamativa não é técnica, é de proposta: o carro perdeu duas cadeiras.
Menos banco, mais bateria
Foto: reprodução/cnevpost.com
A versão atual do Tan se vende no Brasil justamente como o primeiro SUV 100% elétrico de sete lugares do país. A nova geração chinesa abandona essa configuração e vem só com cinco assentos, mesmo crescendo em tamanho: 5,045 m de comprimento, 1,98 m de largura, 1,76 m de altura e 2,95 m de entre-eixos. Ou seja, ficou um SUV maior por fora e mais enxuto por dentro — decisão que faz sentido para o mercado chinês, mas que é um baita ponto de interrogação para quem comprava o Tan aqui justamente pela terceira fileira.
Em compensação, a bateria evoluiu de verdade. O novo Tang usa a Blade Battery de segunda geração em duas capacidades, 88,7 kWh e 105,8 kWh, com autonomia entre 730 km e 850 km no ciclo CLTC chinês — que costuma ser mais otimista que o WLTP, vale o aviso. O destaque fica por conta da recarga: com a tecnologia Flash Charging, a BYD promete ir de 10% a 70% em cerca de cinco minutos. Para efeito de comparação, o Tan atual leva 30 minutos para sair de 30% a 80% em carregador de 110 kW. É outro patamar de velocidade de recarga, se os números de laboratório se confirmarem no uso real.
Foto: reprodução/canaltech.com.br
Direção assistida de série e suspensão que se ajusta sozinha
O pacote de tecnologia também deu um salto: o sistema de condução assistida God's Eye B, com LiDAR, vem de série em toda a linha, cobrindo tanto uso urbano quanto rodoviário. A suspensão pneumática DiSus-A, com câmaras duplas e ajuste inteligente, completa a lista de itens que colocam o Tang mais perto de brigar com concorrentes premium do que com SUVs elétricos de entrada.
Vale o preço no Brasil?
Ainda não dá para responder, porque não existe preço nem data confirmada de chegada por aqui. Na China, a estreia comercial está marcada para o quarto trimestre de 2026. O problema é que a BYD terá que decidir se importa o Tan sem a terceira fileira de bancos — abrindo mão do principal argumento de venda do modelo atual no país — ou se mantém a geração antiga em cartaz por mais tempo. Até a marca bater o martelo, quem quer um elétrico grande de sete lugares ainda tem no Tan 2025/2026 a única opção da própria BYD nessa categoria.