
Nova geração Starlink V3 promete 10x mais capacidade, mas gera alertas
A SpaceX prepara a terceira geração de satélites Starlink, com beamforming e até dez vezes mais capacidade de transmissão, enquanto astrônomos e especialistas alertam para o aumento do lixo espacial e da poluição luminosa.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
O que muda na terceira geração
A SpaceX começa a preparar o lançamento em escala do Starlink V3, terceira geração de satélites da rede de internet via satélite. Segundo a coluna Olhar Espacial, assinada por Marcelo Zurita, os novos satélites prometem ampliar significativamente o alcance e a velocidade do serviço, com capacidade de transmissão até dez vezes maior que a das gerações anteriores. A companhia aposta em beamforming, controle dinâmico de potência e orquestração inteligente de rede — tecnologias já testadas nos mais de 10 mil satélites Starlink atualmente em órbita.
Rumo a uma megaconstelação
Foto: reprodução/gizmodo.com.br
A expansão não para por aí: a SpaceX protocolou pedido junto à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para operar até 100 mil satélites da chamada Starlink Gen3. Estimativas indicam que a constelação completa pode chegar a 30 mil unidades nos próximos anos, um salto em relação aos cerca de 10 mil satélites ativos hoje.
Lixo espacial e risco de colisões
O crescimento acelerado da frota alimenta o alerta de especialistas sobre o congestionamento da órbita terrestre baixa. Satélites Starlink já realizaram mais de 355 mil manobras de desvio em um único ano para evitar colisões com destroços e outros objetos, segundo dados citados na coluna. Cientistas apontam que colisões entre satélites geram fragmentos que aumentam a probabilidade de novos impactos — o cenário extremo descrito pela chamada Síndrome de Kessler, em que partes da órbita se tornariam inutilizáveis.
Poluição luminosa preocupa astrônomos
Outra frente de crítica vem da comunidade astronômica: os rastros brilhantes deixados pelos satélites ao refletir a luz solar interferem em observações de telescópios sensíveis, prejudicando pesquisas científicas. Em resposta, a SpaceX já adota superfícies mais escuras (tecnologia VisorSat) e ajustes de ângulo operacional para reduzir a refletividade dos satélites, além de manter diálogo com astrônomos para mitigar os impactos visuais e ambientais da constelação.