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GadgetsGames20 de out. de 2026, 19:11

Nova revisão do Switch 2 facilita troca de bateria, mas não resolve a tela

Desmontagem independente revela que a nova versão do Switch 2 ganhou acesso facilitado à bateria, exigência da Europa, mas manteve a mesma tela com tempo de resposta inferior ao do Switch original.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A Nintendo, fabricante japonesa de consoles e criadora de franquias como Mario e Zelda, lançou discretamente uma revisão do Switch 2 — o modelo identificado como OSM-CPU-01 — e o técnico independente conhecido como Modyfikator89 já meteu a mão. A conclusão dele resume bem o que esperar: é uma atualização voltada à fabricação e à reparabilidade, não a desempenho.

Na prática, isso quer dizer que quem comprar essa versão não vai notar diferença jogando. A placa-mãe foi alterada e a ventilação mudou um pouco, mas não há evidência de gráficos mais rápidos, mais memória RAM ou resfriamento melhor. O motivo da revisão é bem mais burocrático do que tecnológico: a União Europeia passou a exigir que baterias de certos eletrônicos sejam fáceis de substituir pelo próprio consumidor, sem precisar levar o aparelho a uma assistência técnica.

Bateria finalmente fácil de trocar

Foto: reprodução/pclabs.com.br

Essa é a boa notícia. No Switch 2 original, troca de bateria é um processo longo e cheio de etapas — o iFixit, famosa organização americana especializada em desmontar e avaliar a reparabilidade de eletrônicos, já tinha dado nota 3 de 10 para o console em reparabilidade, acusando a Nintendo de tratar manutenção de longo prazo como "ideia secundária". A nova revisão corrige isso parcialmente: o compartimento da bateria foi redesenhado para acesso mais simples, o que deve prolongar a vida útil do console e reduzir lixo eletrônico — exatamente o que a lei europeia queria.

A tela continua sendo o ponto fraco

O lado frustrante é a tela. Ela segue sendo a mesma LCD do lançamento, sem a versão produzida pela Sharp que corrigiria o problema identificado pelo Digital Foundry: tempo de resposta até 50% mais lento no modo portátil em comparação com o Switch original. Ou seja, quem espera uma tela mais fluida para jogos rápidos continua esperando — a Nintendo supostamente trabalha numa correção, mas sem data definida.

Vale a pena ficar de olho nessa versão no Brasil?

Como essa revisão nasceu para atender exigência da Europa, não há garantia de que chegará ao Brasil tão cedo — e, historicamente, novas revisões de hardware da Nintendo demoram para aparecer por aqui com preço justo. Para quem já tem o Switch 2, não muda nada. Para quem está esperando para comprar, a dica é: se a prioridade é a tela mais responsiva, ainda não é a hora.

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