
Novembro traz superlua, Leônidas e marco histórico da Voyager 1
O mês combina a Superlua do Castor, o pico da chuva de meteoros Leônidas, o fim do Mercúrio retrógrado e o dia em que a Voyager 1 completa um dia-luz de distância da Terra.
Por Letícia Prado · Repórter de Ciência
Pra escala humana
Imagina um sinal de rádio que sai da Terra, viaja o dia inteiro e só então alcança seu destino — e a resposta leva mais um dia inteiro pra voltar. É isso que vai acontecer com a Voyager 1 em novembro, segundo a NASA: em 18 de novembro, a sonda completa 1 dia-luz de distância da Terra, cerca de 25,9 bilhões de km, cruzando a marca de 173 UA. Lançada em 5 de setembro de 1977, ela está em operação há praticamente 49 anos.
O calendário do mês, no entanto, não se resume a esse recorde.
Foto: reprodução/olhardigital.com.br
Superlua do Castor
No dia 24 de novembro, a Lua chega ao perigeu — ponto mais próximo da Terra em sua órbita — a aproximadamente 360.768 km, segundo o Farmers' Almanac. É a chamada Superlua do Castor (Beaver Moon), tradicionalmente associada à época de preparar armadilhas para castores no hemisfério norte antes do inverno. O satélite aparece mais brilhante e, a olho nu, ligeiramente maior que o habitual.
Chuva de meteoros Leônidas
Foto: reprodução/science.nasa.gov
A chuva de meteoros do mês é a Leônidas, ativa de 6 a 30 de novembro, com pico na noite de 17 para 18. Sob céu escuro e sem interferência de luz urbana, é possível observar até 15 meteoros por hora, segundo dados agregados por sites de astronomia como Star Walk e Farmers' Almanac. A Lua em quarto crescente deve prejudicar um pouco a visibilidade dos rastros mais fracos.
Fim do Mercúrio retrógrado
Quem acompanha astrologia marca no calendário o dia 13 de novembro: é quando termina o terceiro e último ciclo de Mercúrio retrógrado de 2026, iniciado em 24 de outubro no signo de Escorpião. Vale o alerta: trata-se de um fenômeno de interpretação astrológica, sem efeito físico comprovado sobre a Terra — diferente dos eventos astronômicos tratados acima.
O que ainda é hipótese
O horário exato de início do Mercúrio retrógrado e a taxa precisa de meteoros por hora variam de fonte para fonte, já que dependem das condições de observação local. Já a distância da Voyager 1 e a data da superlua são valores calculados com precisão orbital e confirmados pela NASA e por observatórios independentes.