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Segurança05 de ago. de 2026, 19:45Atualizada em 08 de ago. de 2026, 01:55

Novo ataque explora gerenciador de senhas do Chrome no Windows

Pesquisadores da Unit 42 identificaram três técnicas capazes de burlar a proteção por passkeys no gerenciador de senhas do Chrome, permitindo que softwares maliciosos acessem contas sem validação do usuário.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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Três técnicas contornam passkeys no Chrome

Pesquisadores da Unit 42, unidade de inteligência de ameaças da Palo Alto Networks, descobriram três novas técnicas de ataque capazes de burlar a proteção por passkeys no gerenciador de senhas do Google Chrome em computadores com Windows. Batizadas coletivamente de Pass-ta-key, as técnicas permitem que softwares maliciosos acessem contas protegidas sem exigir validação biométrica ou PIN do usuário.

Como funciona o ataque

Foto: reprodução/bleepingcomputer.com

As três variantes exigem que o dispositivo Windows já esteja infectado por malware — nenhuma delas quebra a criptografia das passkeys, mas exploram falhas na forma como o Chrome e o autenticador em nuvem do Google lidam com confiança de dispositivo, cadastro, recuperação e sincronização de credenciais.

Na técnica batizada de Pass-ta-key, o malware extrai a chave de identidade do dispositivo e solicita diretamente ao Módulo de Plataforma Confiável (TPM) a assinatura de requisições de acesso, sem interação do usuário.

Já a Silver Pass-ta-key força o Chrome a recadastrar o dispositivo, permitindo que o atacante registre uma chave de verificação sob seu próprio controle — o que garante acesso persistente à conta.

A técnica mais grave, Golden Pass-ta-key, extrai da memória do navegador o chamado segredo de domínio de segurança (SDS), uma chave de 32 bytes que funciona como chave mestra. Com ela, o invasor consegue descriptografar todas as passkeys sincronizadas na conta, incluindo credenciais futuras geradas no mesmo login.

Reação das empresas

Durante os testes de prova de conceito, a resposta das plataformas variou. O GitHub bloqueou a tentativa de acesso ao aplicar uma camada extra de verificação. Já o eBay aceitou a autenticação indevida até ser notificado e corrigir a falha. O Google, por sua vez, removeu a exibição do segredo nos registros do padrão FIDO, dificultando a extração pelos atacantes.

O que fazer

Como as três técnicas dependem de um malware já instalado no computador, a principal defesa continua sendo a prevenção contra infecções: manter o Windows e o Chrome atualizados, evitar downloads de fontes não confiáveis e usar soluções antivírus atualizadas. Passkeys continuam sendo consideradas mais seguras que senhas tradicionais, mas o caso mostra que a segurança de um sistema de autenticação também depende da integridade do dispositivo em que ele roda.

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