
Novo MacBook Pro OLED deve ser bem mais leve, mas o preço pode ser portas e bateria
Mark Gurman, da Bloomberg, confirma que a Apple reengenheirou o interior do MacBook Pro para reduzir peso, mas usuários temem cortes em autonomia e conectividade.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A promessa: um MacBook Pro muito mais leve
A Apple está prestes a reformular o MacBook Pro, e a mudança mais chamativa pode não ser a tela OLED, mas a balança. Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a nova geração será "significativamente mais leve" que a atual. Para isso, a Apple reengenheirou o interior da máquina, miniaturizando peças e reorganizando componentes internos.
O ganho tende a ser perceptível: o MacBook Pro de 16 polegadas hoje chega a 2,18 kg, enquanto o MacBook Air de 15 polegadas pesa 1,49 kg. É essa diferença que a Apple parece querer encurtar na linha Pro, sem abrir mão do desempenho que justifica o nome.
O que mais muda na tela e no design
Além do corte de peso, Gurman aponta que os novos modelos vêm com tela OLED de fabricação Samsung, prometendo pretos mais profundos e contraste mais alto que o painel mini-LED atual. O notch deve sair de cena, substituído por um Dynamic Island com recorte integrado — um movimento que a Apple já fez no iPhone e, mais recentemente, no iPad Pro.
Outra novidade é a primeira geração de suporte a tela sensível ao toque no ecossistema macOS, um recurso que a Apple resistiu em adotar por anos. Internamente, os modelos devem rodar com os chips M5 Pro e M5 Max, e já estariam em testes com o macOS 27.2, ainda em beta. O lançamento é esperado para outubro ou novembro de 2026, segundo o relato.
O preço da leveza: portas e bateria em risco?
A pergunta que fica é: o que a Apple sacrifica para emagrecer a máquina? Gurman não detalha exatamente quanto peso será cortado, mas a comunidade de usuários já reagiu com desconfiança. O temor recai sobre três pontos sensíveis — redução na capacidade da bateria, limitações na dissipação térmica e possíveis cortes em portas — todos vistos como efeito colateral natural de um chassi mais fino e mais leve.
Vale lembrar que a geração atual do MacBook Pro é valorizada justamente por reverter cortes de portas feitos em modelos anteriores, trazendo de volta HDMI, leitor de cartão SD e MagSafe. Um recuo nessa frente seria mal recebido por quem comprou o notebook exatamente por essa robustez de conectividade.
No Brasil, onde o MacBook Pro já é vendido a preços elevados por conta de impostos de importação, qualquer corte em portas ou autonomia pesa ainda mais na conta de "vale o preço?". Leveza é bem-vinda, mas não se topo de linha vier mais limitado que a geração anterior.