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IA09 de out. de 2026, 10:54

Nvidia aposta em segurança full-stack para robôs e robotáxis

A Nvidia lançou o Halos for Robotics, sistema de segurança que reaproveita mais de 18.600 anos-engenheiro de experiência em carros autônomos. A empresa aposta que esse histórico vai destravar robôs humanoides e robotáxis mais seguros, mas quem vai adotar em escala ainda é incerto.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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18.600 anos de engenharia virando produto

A Nvidia, fabricante de chips e plataformas de software que domina o mercado de hardware para inteligência artificial, reaproveitou know-how de carros autônomos para vender segurança a robôs. O Halos for Robotics, anunciado em junho na feira Automate, em Chicago, reúne mais de 18.600 anos-engenheiro de desenvolvimento em segurança veicular autônoma. A ideia é empacotar essa experiência em um sistema único — hardware, software e certificação — para empresas de robótica que não têm esse histórico.

O que entra no pacote

O Halos for Robotics combina o compute industrial IGX Thor, a ponte de sensores Holoscan Sensor Bridge, o sistema operacional Halos OS e um blueprint chamado "outside-in safety", que usa câmeras externas ao robô para monitorar pessoas ao redor — além dos próprios sensores da máquina. Há ainda um laboratório de inspeção, o Halos AI Systems Inspection Lab, para preparar parceiros para certificação por entidades como TÜV Rheinland, UL Solutions e TÜV SÜD.

A primeira adotante é a Agility Robotics, startup americana fundada em 2015 como spin-off da Oregon State University, que fabrica o robô humanoide Digit. O Digit já acumula mais de 65 mil horas de operação em nove instalações, atendendo clientes como Amazon, GXO, Schaeffler e a fábrica da Toyota em Ontário, no Canadá.

O lado dos robotáxis

Para carros autônomos, a aposta se chama Alpamayo, família de modelos abertos de IA apresentada na CES 2026, em janeiro. O carro-chefe, Alpamayo 1, é um modelo de visão-linguagem-ação com 10 bilhões de parâmetros que usa raciocínio em cadeia para lidar com situações inéditas no trânsito — como um semáforo apagado — sem precisar de treinamento específico para cada caso. Fabricantes como Geely, Isuzu e Nissan constroem veículos autônomos de Nível 4 sobre a plataforma Hyperion da Nvidia, enquanto Uber, Grab e Lyft usam a tecnologia para escalar operações de robotáxi.

O que ainda falta provar

A Nvidia não opera robôs nem carros — vende a infraestrutura por trás deles. Isso significa que a responsabilidade final por acidentes continua com quem fabrica e opera cada robô ou veículo. Falta saber quantas empresas vão pagar pelo pacote completo de certificação, quando reguladores vão aceitar esse selo de segurança como suficiente para liberar robôs humanoides em espaços com humanos, e se o histórico de carros autônomos realmente se traduz em segurança para braços mecânicos dividindo um corredor de fábrica com trabalhadores.

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