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GadgetsMercado20 de out. de 2026, 19:15

Nvidia diz que CPUs atuais erraram o design e promete corrigir com a Vera

A Nvidia culpa os chiplets por um 'gargalo' de desempenho em IA agêntica e aposta em um die monolítico na CPU Vera, com ganho de até 1,5x sobre a geração Grace. Mas o avanço resolve um problema real ou é só marketing de lançamento?

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O diagnóstico da Nvidia para a indústria de chips

A Nvidia, gigante dos chips gráficos que também avança sobre o mercado de processadores para servidores, fez uma crítica direta a quase duas décadas de design de CPU: a indústria de computação em nuvem teria sacrificado o desempenho de núcleo único e o IPC (instruções por ciclo) em troca de empacotar cada vez mais núcleos via chiplets. Na prática, isso significa juntar vários pedacinhos de silício em um único encapsulamento — uma técnica que baixa custo de fabricação, mas cobra um preço de latência.

Segundo a equipe de engenharia da empresa, em designs baseados em chiplets "os dados precisam cruzar fronteiras físicas de entrada e saída dentro do próprio encapsulamento" — e é exatamente esse cruzamento que vira gargalo quando o processador precisa raciocinar em sequência, não em paralelo. A frase de efeito da Nvidia resume o motivo da preocupação: "agentes de IA executam loops contínuos de raciocínio sequencial em linguagens como Python", e esse tipo de tarefa não se beneficia de ter dezenas de núcleos — se beneficia de poucos núcleos muito rápidos e bem conectados.

Foto: reprodução/developer.nvidia.com

A resposta: um die monolítico chamado Vera

A solução da Nvidia foi fugir da tendência que ela mesma criticou. A CPU Vera usa um die de computação monolítico — ou seja, um único bloco de silício, sem as fronteiras entre chiplets — com 88 núcleos customizados Olympus, conectados por uma fabric de coerência escalável de segunda geração.

Os números divulgados impressionam: largura de banda interna de 3,4 TB/s, ganho de até 1,5x em relação à geração anterior Grace, e o dobro de desempenho frente aos principais processadores x86 em cargas de IA agêntica.

Vale o preço no Brasil?

Essa pergunta aqui muda de forma: a CPU Vera não é um produto de varejo, é peça de data center, então o "preço" é pago por empresas de nuvem e repassado em assinaturas de IA. Mas o recado indireto para o consumidor brasileiro é real: se a aposta da Nvidia emplacar, o custo de rodar agentes de IA pode cair — ou pelo menos parar de subir tão rápido. Até lá, é promessa de fabricante sobre a própria tecnologia, e esse tipo de número merece ser visto com desconfiança até aparecer em benchmark independente.

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