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Smart Cities05 de out. de 2026, 09:38

O que acontece quando uma urna eletrônica quebra na hora de votar

TSE tem protocolo de contingência com urna reserva, cartão de memória substituto e, em último caso, votação por cédula de papel — sem perder nenhum voto já registrado.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Quando a urna trava, o que o mesário faz primeiro

Se a urna eletrônica apresenta falha no dia da votação, o primeiro passo não é chamar o TSE em Brasília: é o presidente da mesa desligar e religar o equipamento, na presença dos fiscais de partido. Na maioria dos casos, resolve. Mas e quando não resolve? É aí que entra um protocolo que pouco eleitor conhece, mas que decide se o voto se perde ou não.

As camadas de contingência

Se a reinicialização não funciona, a Justiça Eleitoral segue uma escala de soluções: reposicionar o cartão de memória mal encaixado, repondo o lacre; substituir o cartão por um de contingência caso esteja danificado; ou trocar a urna inteira por um equipamento reserva, para o qual o cartão de memória é transferido. Em cada etapa, a promessa é a mesma — os votos já registrados não são perdidos, porque ficam gravados no cartão, não na carcaça da máquina.

Só quando nenhuma dessas saídas funciona é que a votação passa a ser feita por cédula de papel até o encerramento da seção. É o último recurso, não o primeiro.

Quantas urnas quebram, de fato?

O número é pequeno: nas eleições municipais de 2024, apenas 0,6% das urnas precisaram ser substituídas. Os equipamentos são projetados para durar cerca de dez anos de uso, o que ajuda a explicar a baixa taxa de falha — mas também levanta a pergunta de quem paga a conta da renovação desse parque tecnológico e com que frequência isso acontece.

E se a falha pegar o eleitor no meio do processo?

Há uma situação específica prevista em norma: se a urna falha depois que um eleitor já votou, mas antes do segundo eleitor concluir seu voto, pode ser necessário que o primeiro vote novamente — justamente para preservar o sigilo e a integridade da contagem. É um detalhe que mostra como o desenho do sistema tenta equilibrar segurança do voto com continuidade da votação.

Por que isso importa para quem fiscaliza

Cada substituição de urna ou de cartão precisa ser presenciada por fiscais e registrada formalmente — não é um procedimento que fica só entre a Justiça Eleitoral e o técnico de plantão. É esse registro que permite auditar depois se o protocolo foi seguido corretamente em cada seção do país.

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