
O que pode e o que não pode entrar na cabine de votação
TSE proíbe celular, câmera e óculos inteligentes na cabine nas eleições de 2026; só o e-Título tem uso liberado antes da votação.
Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities
O que fica na porta da cabine
Celular, câmera, filmadora, relógio ou pulseira conectada, câmera corporal, microcâmera e qualquer aparelho de radiocomunicação: nada disso entra na cabine de votação nas eleições de 2026, segundo as regras do Tribunal Superior Eleitoral. A proibição também cobre acessórios aparentemente inofensivos — caneta, chaveiro, boné, chapéu ou broche — desde que tenham câmera, microfone ou qualquer recurso de comunicação embutido.
Óculos inteligentes entram na lista
A novidade de 2026 é explícita sobre um tipo de gadget que não existia quando as regras eleitorais ganharam a forma atual: óculos inteligentes com câmera embarcada, cada vez mais comuns no bolso de quem gosta de tecnologia, também ficam de fora da cabine. A lógica é a mesma de sempre — impedir qualquer registro, transmissão ao vivo ou prova do voto, prática usada historicamente pra sustentar compra de votos.
O que pode usar — e até quando
O celular tem uma única função liberada: mostrar o aplicativo e-Título ou outro documento digital com foto pra identificação na mesa receptora. Depois disso, o aparelho precisa ser desligado e entregue à mesa antes de entrar na cabine.
Quem fiscaliza e o que acontece se descumprir
A fiscalização é dos próprios mesários: quem se recusar a entregar o celular simplesmente não vota naquele momento, e o episódio vai pra ata da seção. Em caso de resistência, a mesa pode acionar a força policial presente no local. Não há multa automática prevista nas informações divulgadas até aqui — o custo real é o voto perdido na hora, já que não há garantia de segunda tentativa na mesma seção.
Pra um país que também usa biometria e urna eletrônica pra votar, a regra expõe uma tensão que só cresce: quanto mais gadgets pessoais carregam câmera e conexão por padrão, mais a Justiça Eleitoral precisa correr atrás da própria lista de proibições a cada dois anos.