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Games06 de nov. de 2026, 07:46

Ocarina of Time: por que o clássico de N64 de 1998 ainda é o melhor jogo do Metacritic

Lançado em 1998 para o Nintendo 64 (console de 1996), The Legend of Zelda: Ocarina of Time segue como o jogo com a nota mais alta da história no Metacritic, 99 pontos, e agora ganha remake para o Switch 2 em novembro de 2026.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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O jogo que ainda não foi batido

Se você caiu de paraquedas no mundo dos games e nunca entendeu por que a galera mais velha fica suspirando quando fala de "Ocarina of Time", a resposta é simples: estatisticamente, é o jogo mais bem avaliado da história. The Legend of Zelda: Ocarina of Time saiu em 1998 para o Nintendo 64 (o console que a Nintendo lançou em 1996) e, quase três décadas depois, continua sendo o único título com nota 99 no Metacritic, o agregador de notas mais usado por crítica especializada. Nenhum outro jogo chegou lá.

Por que esse hype todo

Foto: reprodução/canaltech.com.br

Segundo o review do Canaltech, o jogo "definiu uma geração" e é tratado como referência quando se fala em jogos de ação e aventura em 3D. E não é só conversa de nostalgia: Ocarina of Time foi um dos primeiros grandes jogos a levar a fórmula Zelda para um mundo totalmente tridimensional, e a reportagem destaca que ele serviu de base para mecânicas usadas até hoje em vários gêneros, da ação e aventura até FPS. Se você já jogou algo com sistema de "lock-on" em inimigos, ciclo dia/noite que afeta o mundo, ou puzzles de dungeon ligados à exploração, tem uma boa chance de estar devendo um obrigado a esse jogo de N64.

Vale a pena rejogar (ou jogar por ter perdido) em 2026?

Aqui vai a parte que interessa pro bolso: dá pra jogar sem precisar garimpar cartucho velho. O jogo está disponível via Nintendo Switch Online (o serviço de assinatura online da Nintendo) + Expansion Pack, então quem já paga a assinatura consegue acessar a versão original de 1998 sem custo extra. E tem novidade fresquinha: a Nintendo lança nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, um remake exclusivo para o Switch 2, com visual refeito, trilha sonora atualizada e até a possibilidade de tocar a ocarina soprando no microfone do console. No Brasil, a versão digital sai por R$ 329,90 e a física por R$ 439,90.

Minha visão de consumidor: se você nunca jogou e tem Switch Online + Expansion Pack, comece pelo original — é de graça dentro da assinatura e é literalmente o jogo que moldou o gênero. Se você quer a experiência turbinada, com gráficos modernos, aí o remake de R$ 329,90 (digital) é o caminho, mas pesa no bolso quem não tem Switch 2, já que é exclusivo da nova geração do console. De qualquer forma, é raro um jogo de 1998 ainda estar no centro da conversa em 2026 — isso já diz muito sobre o tamanho do legado.


Atualização (05/11, 03:46): Atualização (05/11/2026): Em entrevista ao site The Verge, os diretores Eiji Aonuma e Hidemaro Fujibayashi detalharam o processo de criação do remake de Ocarina of Time para o Switch 2, revelando que a equipe buscou "elegância" como princípio de design. Segundo Fujibayashi, os desenvolvedores mais jovens do estúdio se concentraram em definir com clareza o que mudar e o que preservar do jogo original de N64, evitando adicionar elementos desnecessários: "Eles estão procurando elegância. Apenas o necessário, apenas o que era importante", resumiu.

Entre as mudanças mais significativas, os diretores citaram a implementação de uma câmera totalmente controlável pelo jogador — algo impossível na versão original de 1998 — e a possibilidade de saltar livremente pelo cenário, recurso que exigiu ajustes no desenho do mundo para aproximar a experiência da liberdade de títulos recentes da série, como Breath of the Wild. Aonuma também confirmou que o infame Templo da Água, historicamente apontado como o ponto mais frustrante do jogo original, recebeu modernizações na câmera e no sistema de itens para reduzir a frustração dos jogadores: "Fizemos isso", afirmou. Outra mudança mencionada foi a redução da quantidade de diálogos da fada Navi, substituídos em parte por textos consultáveis no próprio jogo.

Em entrevista complementar à Game Informer, a dupla reforçou que o objetivo era "proteger as coisas que fazem a experiência ser Zelda" dando, ao mesmo tempo, liberdade criativa à equipe, citando ainda ajustes como a reescrita de diálogos para maior clareza e a remoção de referências a outras franquias da Nintendo (como Mario e Yoshi) que apareciam no pátio da princesa Zelda no remake anterior em 3D.

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