
Óculos INMO GO3 usa tampa física na câmera para rivalizar com a Meta
Fabricante chinesa aposta em telas MicroLED, Gemini e ChatGPT integrados e uma tampa que cobre a lente da câmera para provar, visualmente, que não está gravando.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A especificação que importa
A INMO Technology, fabricante chinesa de óculos de realidade aumentada fundada em 2020 e avaliada como unicórnio do setor na China, lançou o GO3 — óculos inteligentes com telas MicroLED duplas, uma por olho, brilho de até 1.500 nits e campo de visão de 30 graus, usadas para mostrar respostas de IA, teleprompter e navegação. Pesa 58g, pouco mais que o Ray-Ban sem tela da Meta.
O que vira experiência de verdade
Tela boa de óculos é típico ponto fraco da categoria — pouco brilho, pouco campo de visão. O GO3 tenta resolver isso com o MicroLED, mas o diferencial real está em outro lugar: uma tampa física que cobre a lente da câmera. Parece pouco, mas resolve a maior crítica que a linha Ray-Ban da Meta recebe — a de que qualquer pessoa ao redor não tem como saber, só de olhar, se está sendo filmada. No GO3, a tampa fechada é a prova visual de que a câmera está desligada.
Comparando com a concorrência
O aparelho integra Google Gemini e ChatGPT, da OpenAI, pra responder perguntas e reconhecer imagens, além de tradução simultânea em 98 idiomas, 13 deles funcionando sem internet. A bateria é removível: quando acaba, troca-se por outra já carregada no estojo, em vez de esperar o carregamento do óculos inteiro — solução mais prática que a recarga fixa da maioria dos concorrentes.
Vale o preço (fora do Brasil)?
O GO3 custa US$ 509 e já está à venda internacionalmente — mas não há lançamento oficial no Brasil. Pra quem mora aqui, a conta de importar soma impostos que podem levar o preço final a dobrar.
O que falta responder
A INMO não divulgou autonomia de bateria em horas de uso nem data de disponibilidade para o Brasil ou outros mercados da América Latina.