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E-sports21 de out. de 2026, 09:32

ODDIK encerra time de CS após 5 anos e CEO explica aposta no Roblox

Felipe "Castor" Barros, fundador da ODDIK, detalhou os motivos financeiros que levaram a organização a sair do Counter-Strike e revelou o novo foco em jogos para o Roblox.

Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports

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Mais uma organização brasileira sai do CS

A notícia pegou a cena de Counter-Strike brasileira de surpresa, mas quem acompanha de perto sabia que o sinal amarelo já estava ligado há meses. A ODDIK, organização brasileira que também já teve coldzera no elenco, anunciou a saída definitiva do CS, e o fundador e CEO Felipe "Castor" Barros veio a público explicar os bastidores da decisão — e o novo destino do dinheiro da empresa: o Roblox.

Por que a ODDIK chegou até aqui

Pra quem está chegando agora nessa história, vale o contexto: a ODDIK entrou no competitivo de CS em junho de 2022 e, ao longo de cinco anos, construiu uma trajetória de altos e baixos no cenário sul-americano, chegando a bater o 28º lugar no ranking da HLTV depois de uma campanha na PGL Astana 2025. Não foi pouca coisa pra uma org brasileira sem o caixa de uma gigante internacional.

O problema, segundo Castor, nunca foi falta de competitividade — foi conta que não fecha. Em declaração à imprensa, o CEO foi direto: "O investimento, além de ser muito arriscado, é muito alto. Multas, salários e jogadores, tudo absurdamente inflado." E o time chegou dolorosamente perto de mudar esse cenário: ficou a apenas 16 pontos de se classificar para o StarLadder Budapest Major 2025, depois de já ter batido na trave em outras duas oportunidades de Major. Três chances, três frustrações.

A conta não fechou em outras frentes também. Castor citou a rejeição no processo de franquia de VALORANT da Riot Games, sem explicações convincentes, e a redução nos valores pagos pela Valve com os stickers — uma fonte de receita que historicamente ajudava a sustentar orgs de CS.

O time que fica no banco e o futuro no Roblox

Para quem torce, a notícia mais dolorida talvez seja o que acontece com o elenco: diozera e nardes seguem vinculados à organização, mas no banco, com contrato até o fim de 2027 — ou seja, presos a uma estrutura que não compete mais. É o tipo de limbo que já vimos em outras orgs brasileiras quando o dinheiro aperta, e que deixa o torcedor de mãos atadas, sem saber se o próximo passo é liberação ou nova tentativa.

Enquanto isso, a ODDIK redireciona as fichas para dentro do Roblox, plataforma de jogos online popular principalmente entre o público mais jovem. A empresa já monta uma equipe de sete desenvolvedores trabalhando em jogos próprios. "O Roblox paga para você ter pessoas jogando seu jogo e pelos itens à venda", resumiu Castor sobre o modelo de monetização que atraiu o investimento.

O que vem a seguir

Castor não trancou a porta do CS a cadeado. Para ele, é mais um sonho adiado do que um projeto encerrado, condicionado a um cenário financeiro mais saudável no jogo da Valve. Por ora, resta à comunidade acompanhar o que sai dos sete games em desenvolvimento e se os jogadores ainda contratados conseguem, enfim, destino definido fora do banco.

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