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Games08 de set. de 2026, 10:27

Ódio em massa nas redes mira Wolverine e escancara padrão contra a Insomniac

Crítica à jogabilidade de Marvel's Wolverine virou onda de ataques pessoais à equipe da Insomniac Games, repetindo um roteiro que o estúdio já viveu com Spider-Man e Miles Morales.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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Marvel's Wolverine, próximo exclusivo de PS5 da Insomniac Games — estúdio da Sony responsável pela franquia Marvel's Spider-Man —, ainda nem chegou às lojas e já virou palco de uma briga que pouco tem a ver com o jogo em si. Depois que vídeos de gameplay foram ao ar, uma onda de críticas tomou as redes sociais. Só que o debate sobre mecânicas e ritmo de combate rapidamente descambou para ataques ao design dos personagens e à própria equipe que passou anos construindo o game.

Da crítica ao boss fight ao meme cruel

Tudo começou com comparações nada gentis entre uma luta de chefe do jogo e uma cena de Ben 10: Protector of Earth, título de 2007. Uma publicação sobre o assunto passou de 50 mil curtidas e 5,1 milhões de visualizações — números que mostram como o assunto pegou fogo rápido demais para qualquer resposta oficial dar conta. O problema é que, no meio das piadas e das críticas justas sobre preço, qualidade e falta de inovação, entraram teorias conspiratórias e ataques pessoais que nada acrescentam à conversa.

Insomniac já viu esse filme antes

James Stevenson, diretor de comunidade e marketing da Insomniac, resumiu o cansaço em uma publicação que viralizou: "Acho que a maneira desenfreada que esse algoritmo amplifica e impõe a negatividade a você está me fazendo repensar" se vale a pena para desenvolvedores acompanharem essas redes. A fala ecoa episódios que a própria Insomniac já enfrentou. No primeiro Marvel's Spider-Man, a atriz Stephanie Tyler Jones, que deu voz a Mary Jane, teve a privacidade invadida por ligações e mensagens no trabalho depois de críticas ao visual da personagem. Em Marvel's Spider-Man: Miles Morales, o protagonista de origem afro-latina também foi alvo de ataques disfarçados de opinião sobre design.

Por que isso importa para quem joga

O padrão se repete: uma crítica pontual vira combustível para o algoritmo, que premia o que gera mais raiva, não o que é mais justo. Isso prejudica duas pontas ao mesmo tempo. De um lado, apaga críticas legítimas — sobre preço de R$ 450, por exemplo — que mereciam ser ouvidas. De outro, coloca a saúde mental de gente que só está fazendo seu trabalho na linha de frente de um linchamento digital. Comunidade saudável de jogadores é aquela que sabe separar as duas coisas. Marvel's Wolverine chega em 15 de setembro exclusivamente para PS5, e o jogo — ou os desenvolvedores por trás dele — merece ser julgado pelo que entrega, não pelo que o algoritmo decide amplificar.

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