
OnePlus 16 chega à China com câmera de 200MP e chip de 5GHz
Lançado nesta segunda na China, o OnePlus 16 aposta em câmera renovada, tela de 185Hz e bateria de 9.000mAh para ser o aparelho mais ambicioso da marca em anos — mesmo fora dos EUA e da Europa.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um OnePlus mais ambicioso, mesmo com a marca encolhendo
A OnePlus, fabricante chinesa de smartphones ligada ao grupo BBK (o mesmo que controla Oppo e Vivo), lançou nesta segunda-feira (12) o OnePlus 16 na China, com vendas a partir de 13 de outubro. É o primeiro aparelho da linha principal desde que a empresa anunciou, em julho, que vai parar de lançar produtos nos Estados Unidos e na Europa — o que torna esse lançamento ainda mais simbólico: se a marca está encolhendo seu alcance geográfico, ao menos está tentando compensar em ambição técnica.
Câmera finalmente deixa de ser o ponto fraco
Historicamente, câmera nunca foi o forte da OnePlus, mas o 16 muda esse discurso. A principal subiu para 200MP com sensor de 1/1,4 polegada, a teleobjetiva de 3x ganhou um sensor Sony IMX882 maior, e até a câmera frontal saltou de 32MP para 50MP, agora com autofoco. Na prática, isso deve significar menos ruído em fotos noturnas e mais detalhe ao aproximar o zoom — exatamente os pontos em que a concorrência costumava passar a perna no aparelho.
Tela mais rápida, chip mais potente, bateria maior
O painel OLED LTPO de 6,78 polegadas chega a 185Hz em modo gamer, acima do 165Hz do OnePlus 15. Debaixo do capô está o Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, da Qualcomm, fabricado em processo de 2nm e com clock de pico de 5GHz — o mais alto já visto em chip para celular. A bateria cresceu de 7.300mAh para 9.000mAh, com carregamento de 100W no cabo e 50W sem fio.
Design não muda muito, mas ganha luz
A OnePlus não mexeu na fórmula visual, mas criou um efeito de iluminação na variante prateada "Tomorrow's Starlight": uma matriz de LED na parte de trás que pulsa com notificações, chamadas e status de jogos, com coordenadas galácticas gravadas no vidro como toque estético.
Preço e o que fica pra trás
Na China, os preços vão de 5.699 yuans (cerca de US$ 848) na versão de 12GB/256GB até 8.199 yuans (perto de US$ 1.220) na de 16GB/1TB — com desconto de subsídio nacional em algumas faixas. Como o aparelho não deve chegar oficialmente a mercados ocidentais, resta a pergunta de sempre por aqui: vale a pena importar e pagar impostos por um telefone que talvez nunca tenha suporte oficial no Brasil? Para quem gosta de especificação de ponta sem depender de ecossistema Apple ou Samsung, pode valer a curiosidade — mas dificilmente o bolso.