
OpenAI busca alternativa à Nvidia e mira chips de IA do Google
A OpenAI aluga TPUs do Google desde 2025 e amplia os planos de compra, segundo o The Information. O movimento mostra a corrida da empresa para reduzir a dependência de um único fornecedor de chips.
Por Marina Sato · Repórter de IA
OpenAI amplia aposta em chips do Google
A OpenAI aluga chips de IA do Google desde 2025 e agora planeja ampliar essa relação, segundo reportagem do The Information, veículo americano especializado em cobertura de tecnologia e bastidores do setor. A empresa de Sam Altman busca reduzir a dependência da Nvidia, hoje a principal fornecedora de hardware para treinamento e operação de sistemas de IA.
O movimento começou de forma discreta: a OpenAI passou a usar TPUs (Tensor Processing Units), os chips próprios do Google historicamente reservados para uso interno da empresa, via aluguel na nuvem do Google Cloud. O objetivo inicial era cortar custos de inferência — a etapa em que modelos já treinados respondem a usuários, como no ChatGPT. Segundo o The Information, o Google não libera suas TPUs mais potentes para a OpenAI, o que limita o alcance da parceria por ora.
A notícia marca a primeira vez que a OpenAI usa, em escala relevante, um chip de IA que não é da Nvidia. Até aqui, a empresa dependia quase exclusivamente da Microsoft como provedora de nuvem e da Nvidia como fornecedora de hardware — uma concentração que virou motivo de preocupação à medida que a demanda por poder computacional cresceu mais rápido que a oferta de GPUs.
Por que isso importa
Diversificar fornecedores de chips é uma forma de a OpenAI ganhar poder de negociação e reduzir o risco de ficar presa a um único parceiro — tanto em preço quanto em disponibilidade. Para o Google, a movimentação é uma vitória simbólica: coloca as TPUs, desenvolvidas internamente há mais de uma década, como alternativa real às GPUs da Nvidia no mercado de IA generativa.
A reportagem do The Information não detalha valores do contrato, volume de chips envolvido nem prazo de expansão do acordo. Também não fica claro se a OpenAI pretende migrar cargas de treinamento — não só de inferência — para as TPUs, nem como a Nvidia deve reagir à perda de espaço com um de seus maiores clientes. Esses pontos ainda dependem de confirmação oficial das empresas envolvidas.