
OpenAI define 9 aplicações práticas para o ChatGPT Work
A OpenAI detalhou nove usos oficiais do ChatGPT Work, agente lançado em julho sobre o modelo GPT-5.6 e restrito a planos corporativos pagos.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Nove usos, um só agente
O ChatGPT Work lista nove aplicações práticas oficiais. A OpenAI lançou o produto em julho de 2026, para web e celular, com expansão gradual. Ele roda sobre o modelo GPT-5.6 e usa a base do Codex, o agente de programação da empresa.
Diferente do ChatGPT comum, o Work planeja etapas sozinho. Ele clica em botões, preenche formulários, organiza arquivos e consulta outros aplicativos conectados. No fim, entrega documentos, planilhas, apresentações, sites ou dashboards interativos prontos — tudo a partir de um comando em texto.
As nove aplicações
A lista divulgada cobre: análise competitiva e de mercado, automação de tarefas agendadas, criação de documentos e planilhas, triagem inteligente de e-mails, aceleração de fechamento financeiro, qualificação de leads e vendas, acompanhamento de lançamentos e projetos, desenvolvimento de sites e dashboards interativos, e simplificação de conceitos complexos para estudo.
Onde ele mora
O Work passou a integrar um app de desktop único da OpenAI, que reúne Chat, Work e Codex num só lugar. Um diretório de plugins conecta o agente a serviços como Google Drive, Slack e Salesforce — sem precisar trocar de janela para puxar dado externo.
O acesso exige plano pago. Está incluso nos planos Business e Enterprise; não há versão gratuita nem está disponível no Plus individual. Como referência de mercado, o Plus custa cerca de US$ 20 por mês e o Pro gira em US$ 200 — a OpenAI não publicou tabela de preço específica para o Work.
Concorrência mais apertada
O lançamento reforça a disputa da OpenAI por ferramentas de IA agentic voltadas a empresas, segundo cobertura da Reuters replicada pelo Investing.com. O movimento acontece num mercado em que rivais também correm para lançar agentes corporativos semelhantes.
O que falta responder
A OpenAI não informou quantos usuários já ativaram o Work nem deu prazo para expandir a ferramenta além dos planos corporativos. Também não divulgou taxa de erro do agente em tarefas mais longas — ponto sensível para quem pretende deixá-lo operando sem supervisão constante.