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Mercado13 de ago. de 2026, 16:55Atualizada em 13 de ago. de 2026, 19:01

OpenAI troca CRO pela 2ª vez em 9 meses e traz ex-Wiz ao comando

Dali Rajic, ex-presidente e COO da Wiz, assume como chief revenue officer da OpenAI no lugar de Denise Dresser, que durou nove meses no cargo. A troca ocorre em meio a saídas na cúpula da empresa às vésperas de um possível IPO bilionário.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Nove meses e fora

Nove meses. Foi esse o tempo que Denise Dresser durou como chief revenue officer da OpenAI antes de ser substituída por Dali Rajic, ex-presidente e chief operating officer da Wiz, empresa de segurança em nuvem comprada pelo Google por US$ 32 bilhões — a maior aquisição da história da gigante de buscas. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (13) e confirma que a cadeira de topo de vendas da OpenAI virou uma das mais instáveis do Vale do Silício.

Antes da Wiz, Rajic passou por cargos de liderança na Zscaler, como presidente e COO, e na AppDynamics, como chief customer and revenue officer — currículo que mistura segurança corporativa, nuvem e vendas enterprise, área que a OpenAI tenta acelerar para monetizar sua base de clientes corporativos.

O contexto da faxina executiva

A saída de Dresser não é um caso isolado. Nos últimos dias, a OpenAI também perdeu o chief operating officer Brad Lightcap e Fidji Simo, que ocupava o segundo posto mais importante da companhia como CEO de implantação de AGI. Com a debandada, Greg Brockman, presidente e cofundador da empresa, ampliou suas responsabilidades de gestão e assumiu papel mais direto na condução comercial do negócio.

Em comunicado, Brockman justificou a escolha de Rajic afirmando que "a forma como estamos implantando esta tecnologia está mudando rapidamente, e Dali transformará o que aprendemos em execução repetível" — discurso que sinaliza pressão por resultado, não só crescimento.

Quem ganha e quem perde

Rajic ganha a chance de comandar vendas em uma das empresas mais valiosas do planeta, num momento decisivo: a OpenAI já opera com receita de cerca de US$ 2 bilhões por mês e fechou rodada recente de US$ 122 bilhões em compromissos, avaliada em US$ 852 bilhões. A companhia também apresentou pedido confidencial de IPO à SEC mirando valuation acima de US$ 1 trilhão, com Goldman Sachs e Morgan Stanley à frente do processo — o que torna a estabilidade na liderança comercial ainda mais crítica aos olhos do mercado.

Quem perde, ao menos por ora, é a própria narrativa de solidez executiva da OpenAI. Trocar o comando de vendas duas vezes em menos de um ano, somado às saídas de Lightcap e Simo, expõe uma cúpula em reorganização constante justamente no período que antecede uma oferta pública bilionária — momento em que investidores costumam exigir previsibilidade, não turbulência no C-level.


Atualização (13/08, 19:01): Atualização (13/08/2026): A troca de comando na área de receita da OpenAI não foi um caso isolado. Dias antes do anúncio sobre Denise Dresser, a empresa já havia perdido Brad Lightcap, seu diretor de operações (COO) de longa data, que estava na companhia desde 2018 — passou por CFO, assumiu o cargo de COO em 2022 e, neste ano, havia migrado para liderar projetos especiais. Lightcap anunciou em 11 de agosto que deixaria a OpenAI para "começar algo novo", afirmando que ficaria mais algumas semanas em transição.

Com isso, a saída de Dresser passa a ser tratada pela imprensa americana como a segunda saída executiva relevante da OpenAI em poucos dias, reforçando a leitura de que a empresa está em meio a uma reorganização mais ampla de sua cúpula executiva, que já havia incluído o afastamento de Fidji Simo, à época número 2 da companhia, por licença médica.

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