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IA29 de out. de 2026, 15:41

Opera libera IA local para sites e extensões rodarem sem nuvem

A Opera começou a distribuir o WebAI, recurso em pré-visualização que deixa sites e extensões rodarem modelos de inteligência artificial direto no computador do usuário, sem assinatura e sem enviar dados a servidores externos.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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O número

Zero. É quanto o usuário paga para usar o WebAI, novo recurso da Opera (empresa norueguesa que desenvolve o navegador homônimo) liberado em pré-visualização a partir de 27 de outubro. A ferramenta permite que sites e extensões rodem modelos de inteligência artificial diretamente no computador, sem assinatura e sem mandar dados para um provedor na nuvem.

O que o WebAI faz

Foto: reprodução/9to5mac.com

O recurso funciona como uma camada do navegador que dá a páginas e extensões acesso a modelos de IA instalados localmente. Em vez de a extensão enviar o texto da página para um servidor externo processar, o modelo roda ali, na máquina do usuário. Isso serve para tarefas como resumir um artigo, reescrever um texto, classificar conteúdo ou identificar relações entre informações — sem o trajeto até a nuvem.

Os modelos disponíveis por enquanto são o Gemma (modelo de IA aberto do Google) e, em Macs com chip Apple Silicon, o Apple Foundation Model (modelo de IA local da Apple). A Opera descreve o WebAI como uma proposta de padrão aberto para a web, já com apoio declarado de empresas como Google e Microsoft.

Quem recebe e como funciona

Foto: reprodução/cyberinsider.com

O Opera One é o primeiro navegador da empresa a receber o recurso; Opera GX e Opera Neon vêm depois. Em termos de hardware, funciona em PCs Windows 64-bit com processador Intel ou AMD e em Macs com chip Apple Silicon. Fica de fora, por ora, Mac com Intel, Linux e Windows em processadores Arm.

O WebAI vem desativado por padrão: nenhum modelo é baixado até o usuário habilitar a função, e há permissões separadas para controlar quais sites podem acessar a IA local do navegador.

O que falta responder

A Opera já mostra aplicações experimentais, como extensões que criam testes de compreensão sobre artigos ou transformam texto em visualizações animadas. Mas a lista de modelos suportados ainda é pequena, restrita a Gemma e ao modelo da Apple, e a compatibilidade de hardware deixa de fora usuários de Linux e de Macs mais antigos.

Fica a dúvida sobre o desempenho real em máquinas mais modestas e sobre quando — ou se — o suporte vai se expandir para outros sistemas e processadores, incluindo os Windows em Arm.

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