Operadoras brasileiras vão liberar o mesmo número em dois iPhones ao mesmo tempo
Recurso batizado de iPhone Handoff usa eSIM para espelhar a linha entre dois aparelhos com iOS 27. Claro, Vivo e TIM confirmam que vão trazer a função ao Brasil, mas sem data definida.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Da geração do chip físico pra vida em dois aparelhos
Durante anos, usar o mesmo número em dois iPhones significava ficar trocando o chip de aparelho em aparelho, ou pagar por uma linha extra. O iOS 27 muda esse jogo com o recurso interno chamado iPhone Handoff: dois iPhones passam a compartilhar a mesma linha, ao mesmo tempo, via eSIM — o chip virtual embutido no aparelho, sem cartão físico.
Na prática, o usuário define em Ajustes > Celular qual iPhone é o "principal" e qual é o "complementar". O eSIM original fica no principal, e o complementar recebe uma cópia que replica número e configurações de rede. É a diferença entre ter dois aparelhos e ter dois aparelhos que tocam ao mesmo tempo quando alguém liga.
Quem já tem, e quem ainda não tem
O recurso estreou de forma limitada nos Estados Unidos, com a T-Mobile, e na Alemanha, com a Telekom, a partir de 14 de setembro. No Brasil, a notícia é de expectativa, não de lançamento: Claro e Vivo confirmaram ao Tecnoblog que pretendem oferecer a função. A Vivo disse estar estudando desenvolver a ativação do eSIM em mais de um iPhone, enquanto a TIM afirmou que também vai trabalhar na implementação. Nenhuma das três deu prazo.
Vale lembrar que isso é diferente do eSIM Quick Transfer, recurso que já funciona no Brasil com Claro e Vivo — mas que serve para transferir o eSIM de um aparelho para outro, não para usar a mesma linha nos dois simultaneamente.
Vale a pena esperar?
Quem depende de dois iPhones — um pessoal e um de trabalho, por exemplo — sabe que hoje isso significa duas linhas separadas ou manobras com apps de terceiros. O Handoff resolve isso de fábrica, mas depende de dois requisitos: os dois aparelhos precisam rodar iOS 27 e estar na mesma Conta Apple.
O recorte comercial também importa: sem operadora habilitada, o recurso de nada serve, por mais atualizado que esteja o iPhone. Por ora, o cliente brasileiro entra na fila de espera, sem data para sair dela.