
Os wearables de IA mais comentados do momento, do pingente ao anel
De US$ 49,99 a US$ 299, uma nova geração de pingentes, anéis e gravadores com inteligência artificial promete virar assistente pessoal 24 horas por dia — mas ainda divide opiniões sobre privacidade.
Por Marina Sato · Repórter de IA
US$ 49,99 é o novo piso de entrada
Esse é o preço do Bee, pingente da Amazon que grava o que ouve ao redor para criar lembretes e resumos diários. A gigante comprou a startup Bee em julho de 2025 e, em outubro de 2026, lançou duas variantes: o Bee Frontier, por US$ 74,99, usado no pulso ou preso à roupa, e o Bee Eclipse, por US$ 99,99, do tamanho de um cartão de crédito e fixado por ímã ao celular. A assinatura do app custa US$ 19 por mês.
Companhia emocional e memória externa
Foto: reprodução/cnbc.com
O Friend, pingente branco de US$ 129 fabricado por uma startup apoiada por fundadores da Solana, da Perplexity e da aceleradora zFellows, se vende como companheiro de apoio emocional: reconhece tom de voz e humor e manda mensagens proativas por Bluetooth. O produto já enfrentou resistência — campanhas de publicidade no metrô de Nova York foram vandalizadas com críticas ao que usuários chamaram de "capitalismo de vigilância". Em julho, chegou a versão Friend 2.0, com alto-falante embutido.
Já o Limitless, antigo Rewind, apoiado pela gestora de venture capital a16z, custa US$ 99 e foca em transcrever reuniões e chamadas, com dez horas gratuitas de recursos de IA por mês e plano ilimitado por US$ 29.
Grandes empresas entram no jogo
Foto: reprodução/startupfortune.com
A Meta apresentou em setembro, no Connect 2026, o Muse Charm, pingente do tamanho de um chaveiro para acessar por voz a assistente de IA Muse. O dispositivo tem tela de 2 polegadas, duas câmeras, sensor de impressão digital e conectividade 5G própria — ou seja, funciona sem precisar do celular por perto. O lançamento está previsto para dezembro, ainda sem preço oficial, mas rumores apontam valor na faixa de um smartwatch.
Do diário pessoal ao anel discreto
O Nirva, pingente ou pulseira de US$ 249 feito por uma startup fundada por ex-funcionários da divisão de realidade virtual da Meta, converte experiências do dia a dia em um diário pessoal com análise de padrões emocionais. O Omi, por US$ 89, responde perguntas e organiza agenda usando o ChatGPT, da OpenAI. O Plaud NotePin, de US$ 159, é um gravador de voz com transcrição automática, usado no pulso ou fixado por ímã, com nova versão ultrafina — o Plaud Note Pro, por US$ 179 — em pré-venda. O Rabbit R1, de US$ 199, tem tela touchscreen de visual retrô e já corrigiu falhas iniciais via atualização de software. Por fim, o Sandbar Stream Ring é um anel por US$ 299 com microfone desativado por padrão e painel sensível ao toque para notas e controle de música.
O que falta responder
Resta saber se consumidores vão aceitar pagar mensalidade além do aparelho e como esses dispositivos vão lidar, na prática, com dados sensíveis gravados o tempo todo.