
Osmosis: o app open source que liberta a DJI Osmo do Mimo
Desenvolvedor cria alternativa gratuita e de código aberto para baixar e gerenciar fotos e vídeos das câmeras DJI Osmo sem depender do app oficial Mimo, que se conecta aos servidores da DJI.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Uma fuga do app oficial da DJI
Quem tem uma câmera de bolso DJI Osmo — como a Pocket 3 ou a mais recente Pocket 4 Pro — sabe que, na prática, usar o aparelho significa abrir o DJI Mimo, o app oficial da marca chinesa. É por ele que se baixam fotos e vídeos, se acompanha o status da bateria e se organiza a galeria de gravações. O problema é que o Mimo é fechado, pesado e, segundo críticas recorrentes de usuários, conversa mais do que deveria com os servidores da DJI na nuvem.
Foi essa fricção que motivou o desenvolvedor Konrad Iturbe, que acompanha de perto o ecossistema DJI, a criar o Osmosis: um cliente alternativo, gratuito e de código aberto, construído a partir da engenharia reversa do protocolo que as câmeras Osmo usam para conversar com o app oficial. Segundo o projeto no GitHub, o Osmosis fala diretamente com a câmera pelo protocolo DUML da própria DJI, sem usar o SDK oficial, sem login e sem ativação por servidor.
Foto: reprodução/riverloopsecurity.com
O que o Osmosis faz de diferente
Na prática, o app entrega o essencial que qualquer usuário de câmera de ação pede: uma grade de miniaturas capturadas direto do cartão da câmera, visualização em baixa resolução para conferir os clipes antes de baixar, corte de trechos dentro da própria pré-visualização (para não precisar baixar o vídeo inteiro só para aproveitar 10 segundos dele), fila de downloads que pode ser retomada, marcação de favoritos e sincronização do GPS do celular com a câmera. Também mostra em tempo real bateria, modo de disparo e espaço de armazenamento — informações que normalmente exigem abrir o Mimo.
A diferença mais relevante, porém, é de bastidores: o Osmosis se comunica exclusivamente com o endereço local da câmera (192.168.2.1), sem telemetria, contas ou qualquer servidor externo. É exatamente o oposto do apontado em análises anteriores sobre o Mimo, que já foi criticado por enviar dados para servidores da DJI hospedados na China e por falhas de segurança que facilitariam interceptação de tráfego.
Vale a pena para quem tem uma Osmo no Brasil
Por enquanto, o Osmosis é um app Android (é preciso Android 10 ou superior, com Bluetooth LE) distribuído gratuitamente sob licença MIT, com suporte confirmado para Osmo Nano, Action 5 Pro, Action 6, Pocket 3 e o modo QuickTransfer da Mavic 3 — outros modelos, como Neo 2 e Mini 3, estão em desenvolvimento. Não há versão para iOS até o momento.
Para quem já possui uma Osmo por aqui e só quer tirar as imagens da câmera sem passar pelo Mimo, o Osmosis é uma opção leve e mais discreta em termos de privacidade — mas ainda vale manter o app oficial instalado, já que funções como transmissão ao vivo e ajustes avançados de captura continuam exclusivas dele.