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Gadgets20 de out. de 2026, 19:11

Oura Ring ganha Cardio Effort e VO2 Max para medir impacto do treino

A fabricante do anel inteligente Oura Ring lança duas métricas que tentam responder se o treino está mantendo, desenvolvendo ou exagerando seu condicionamento físico.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A Oura, fabricante do anel inteligente Oura Ring e hoje pressionada por rivais como a RingConn e a Ultrahuman, anunciou nesta terça-feira duas novas métricas de atividade física: Cardio Effort e VO2 Max. Na prática, a empresa está tentando resolver um problema real de quem usa wearable: saber quantos minutos você se exercitou não diz muita coisa sobre o que aquele treino realmente fez com o seu corpo.

O que muda na prática

O Cardio Effort mede o quanto um treino sobrecarrega o sistema cardiovascular, levando em conta intensidade e duração ao mesmo tempo. Isso significa que uma corrida curta e puxada pode gerar uma pontuação parecida com a de um treino mais longo e tranquilo — algo que o simples contador de minutos nunca conseguiria captar. A métrica tem duas camadas: o Workout Cardio Effort, que avalia o impacto de um treino específico, e o Weekly Cardio Effort, que soma o esforço da semana em categorias como "Leve", "Mantendo", "Desenvolvendo" e "Alcançando".

Já o VO2 Max — tradicionalmente um exame que exige laboratório ou teste controlado — passa a ser estimado de forma passiva, usando atividades com GPS. Depois de cinco treinos qualificados, o anel já entrega uma primeira estimativa de condicionamento cardiopulmonar, sem que o usuário precise fazer nada além de treinar normalmente.

Para quem já tem o anel

As novidades chegam para quem usa a terceira geração do anel (Gen3) ou modelos mais recentes. O Cardio Effort já está em distribuição geral a partir desta terça; o VO2 Max estreia dentro do Oura Labs, a aba de recursos experimentais da marca, o que é um bom sinal de cautela — a empresa ainda está testando a precisão da estimativa antes de torná-la padrão.

Vale a corrida pelo upgrade?

Não é um hardware novo, então quem já tem um Oura Ring Gen3 ganha os recursos de graça via app — e isso é o melhor cenário possível para o bolso brasileiro, já que o anel nunca foi barato por aqui (a mensalidade do app soma ao preço do aparelho importado). A pressão de concorrentes mais baratos parece estar empurrando a Oura a entregar inteligência de dados em vez de só hardware novo a cada ano. Para quem já convive com o anel no dedo, é puro ganho. Para quem está decidindo se compra um, essas métricas ajudam a justificar a assinatura, mas não resolvem o principal entrave por aqui: o preço de entrada e a falta de venda oficial no Brasil continuam sendo o obstáculo real.

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