
paiN não fica um ano com o mesmo time de CS desde 2021
Um levantamento mostra que a organização teve 22 jogadores diferentes em quase seis anos, com a última escalação estável remontando a 2021. A instabilidade persiste mesmo após o time alcançar a primeira semifinal de Major da sua história.
Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports
Uma marca que incomoda o torcedor
A paiN Gaming, tradicional organização brasileira de e-sports, não passa um ano inteiro com a mesma escalação de Counter-Strike desde 2021. Levantamento do site Dust2 mostra que, nos últimos cinco anos e nove meses, 22 jogadores diferentes vestiram a camisa da equipe — uma rotatividade que chama atenção justamente por contrastar com os resultados recentes dentro de campo.
Do quinteto de 2021 até hoje
A última formação considerada estável foi a de 2021, com Vinícios "PKL" Coelho, Rodrigo "biguzera" Bittencourt, Wesley "hardzao" Lopes, Rafael "saffee" Costa e Gabriel "NEKIZ" Schenato. O ciclo de trocas intensas começou em janeiro de 2022, quando saffee foi contratado pela FURIA, e nunca mais parou: entradas e saídas se sucederam em fevereiro e julho de 2022, fevereiro e junho de 2023, agosto e novembro do mesmo ano, março de 2024 e assim por diante, quase sempre com jogadores permanecendo poucos meses no elenco antes de uma nova mexida.
Em maio de 2024, a chegada de snow marcou o início de uma configuração que, mais tarde, se mostraria competitiva. Em janeiro de 2025, lux deu lugar a dav1d, e em abril entrou dgt — dupla que, meses depois, seria peça-chave da melhor campanha da história da organização em um Major.
O contraste com o resultado esportivo
Para quem só passou a acompanhar o time recentemente, vale o contexto: mesmo trocando peças com frequência, a paiN bateu de frente com os grandes nomes do cenário. No Major de Austin, em 2025, o duo dgt e dav1d foi decisivo na virada sobre a FURIA nas quartas de final, resultado que garantiu à equipe brasileira sua primeira semifinal de Major. Foi um feito histórico construído, ironicamente, em meio a um dos períodos de maior instabilidade de elenco da organização.
O que vem pela frente
A rotatividade não deu trégua nem depois do resultado histórico: novas mudanças voltaram a acontecer nos meses seguintes, reforçando o padrão observado desde 2021. Para o torcedor da paiN, o desafio segue sendo o mesmo de sempre — acompanhar uma equipe que muda de cara com frequência, mas que, quando encontra a combinação certa, tem mostrado ser capaz de brigar de igual para igual com os maiores nomes do CS mundial. A expectativa agora é saber se a mais recente formação consegue durar o suficiente para transformar bons resultados pontuais em consistência.