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Gadgets22 de ago. de 2026, 07:11

Pebble Time 2: o smartwatch de US$ 225 que aposta na diversão

Com botões físicos, tela e-paper e até três semanas de bateria, o Pebble Time 2 ressuscita a filosofia hacker da marca original e questiona se o smartwatch precisa ser um mini-iPhone no pulso.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Um relógio que se recusa a ser um Apple Watch

O Pebble Time 2 chega custando US$ 225 e faz questão de não competir onde o Apple Watch é imbatível. A tela é e-paper colorida, com 64 cores, sempre ativa e com retroiluminação RGB — perfeita sob sol forte, mas visivelmente inferior em nitidez ao Retina Display da Apple, segundo avaliação da TechCrunch. A troca fica clara: em vez de touchscreen brilhante, o relógio aposta em quatro botões físicos (up, down, select e back), customizáveis para abrir os apps favoritos. É a marca registrada da Pebble desde sempre, e continua sendo o principal diferencial de uso no dia a dia.

Bateria: a maior vantagem sobre a concorrência

Foto: reprodução/techcrunch.com

Se existe um argumento difícil de ignorar, é a autonomia. A TechCrunch registrou cerca de 21 dias de bateria no Time 2, dependendo do uso — praticamente três semanas contra o único dia de um Apple Watch. Outras fontes que testaram a linha da Core Devices apontam até 30 dias em comparação direta com o Pebble 2 original, que durava cerca de sete dias. Ou seja: a nova geração não é só nostalgia, é uma evolução real de engenharia em cima da promessa que fez a marca famosa.

Espírito hacker, agora com loja lotada

O catálogo de mostradores e aplicativos passa de 2.120 itens, incluindo mais de 500 designs vindos de um concurso para desenvolvedores. Tem joguinho de mineração (Pixel Miner), bichinho virtual com rastreador de atividade (FitCat), apps de feedback tátil e integrações com Spotify e Strava. É basicamente o oposto da App Store da Apple: pouca curadoria, muita gambiarra criativa — a própria autora da matéria original admite que às vezes é "quase demais para explorar".

O preço da liberdade: sem sincronia plena no iOS

Quem usa iPhone sente a limitação: a Apple restringe ações diretas nas notificações, respostas de texto e sincronização automática de alarmes para acessórios de terceiros. Não é bug da Pebble, é política da Apple — mas pesa na decisão de compra para quem vive no ecossistema iOS.

E no Brasil, vale a pena importar?

Aqui está o ponto que muda tudo para o leitor brasileiro: não há venda oficial do Pebble Time 2 no país. A compra é feita direto no site da Core Devices (rePebble), com envio internacional via DHL, FedEx ou UPS a partir de um armazém na Ásia. O modelo de remessa é DDP — ou seja, impostos e taxas alfandegárias já vêm embutidos no checkout, o que ajuda a evitar surpresa na entrega, mas não barateia a conta. Somando o relógio, frete e tributos, o custo final tende a superar os US$ 225 anunciados com folga.

Para quem tem saudade dos botões físicos e não se importa em esperar a logística internacional, o Time 2 é um capítulo divertido e genuíno da história da Pebble. Para quem quer só um relógio bonito e sem dor de cabeça de importação, o Apple Watch — ou um concorrente vendido oficialmente aqui — ainda é o caminho mais simples.

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