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MercadoIA11 de set. de 2026, 11:14

Pentágono negocia empréstimo de US$ 5 bi para startup de data centers de IA

O Escritório de Capital Estratégico do Pentágono negocia o maior empréstimo de sua história com a Fluidstack, startup de nuvem para IA que vem trocando investidores privados pelo bolso do governo dos EUA.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 5 bilhões, o maior cheque já cogitado

US$ 5 bilhões — cerca de R$ 26,25 bilhões. É esse o valor que o Pentágono negocia emprestar à Fluidstack, startup britânica de computação em nuvem voltada a inteligência artificial, segundo o Wall Street Journal. Se sair do papel, será o maior empréstimo já concedido ou sequer cogitado pelo Office of Strategic Capital (OSC), braço do Departamento de Defesa dos EUA criado em 2022 para financiar setores considerados estratégicos à segurança nacional.

Quem é a Fluidstack

Fundada em Londres em 2017, a Fluidstack mudou de estratégia no ano passado para se concentrar na construção de infraestrutura de IA dentro dos Estados Unidos, transferindo sua sede para Nova York e fechando contratos de longo prazo para data centers em Nova York, Indiana, Louisiana e Texas. A empresa, que hoje emprega cerca de 700 pessoas nos EUA, levantou recentemente US$ 1,5 bilhão em uma rodada que a avaliou em US$ 18 bilhões, e mantém parcerias com Google e Anthropic para acesso a TPUs, os chips de IA do Google. O montante em negociação com o Pentágono seria destinado a reforçar a cadeia de suprimentos e a capacidade de manufatura de componentes de data center nos EUA, não a financiar diretamente uma nova instalação.

Governo cada vez mais dentro do jogo da IA

O caso ilustra até onde vai a disposição do governo americano de bancar a corrida por infraestrutura de IA. Sob a atual gestão, o OSC pode disponibilizar mais de US$ 200 bilhões em financiamentos nos próximos anos, e já fechou negócios com empresas de terras raras como Vulcan Elements e Energy Fuels, além de fabricantes de drones. Para dimensionar a escala do apetite do setor: analistas do JPMorgan projetam que instituições financeiras precisarão prover US$ 4,1 trilhões em financiamento para infraestrutura de IA até 2030.

Quem ganha e quem perde

A Fluidstack ganha fôlego de capital público justamente quando o crédito privado começa a mostrar sinais de cautela com o ritmo de gastos do setor de IA. O governo dos EUA amplia sua influência direta sobre a cadeia de data centers, tratando capacidade computacional como ativo de segurança nacional — nas palavras do CEO da Fluidstack, Gary Wu, "computação é um ativo estratégico nacional". Quem fica de olho no desfecho são os concorrentes que dependem só de capital privado para expandir, e o contribuinte americano, que passa a carregar o risco de um empréstimo bilionário a uma startup de cinco anos de mercado.

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