
Phantom Blade Zero: combate brilha, mas trama confunde, diz review
A review do Canaltech elogia o combate "quase perfeito" de Phantom Blade Zero, mas aponta trama confusa e level design linear no RPG de ação da S-GAME que chega em 29 de outubro.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
O jogo que chega de mansinho no fim de outubro
Phantom Blade Zero, novo RPG de ação da S-GAME, estúdio chinês com equipe de cerca de 150 pessoas, chega ao Brasil em 29 de outubro pra PC e PlayStation 5, com preço de R$ 229,90 na edição Standard (R$ 279,90 na Digital Deluxe). Segundo a review publicada pelo Canaltech, vale o dinheiro — pelo menos pra quem gosta de um bom combate.
O que convence
O ponto forte, segundo a review, "beira a perfeição": o combate é descrito como "extremamente bem coreografado", com dezenas de armas únicas que garantem fator replay alto, e chefes que surpreendem a cada encontro, cada um com padrões de ataque próprios. No visual, construído em Unreal Engine 5, o jogo recebe elogios por detalhes como sincronia labial e reações de personagem — nada mal pra um estúdio sem o currículo de gigantes como a FromSoftware, criadora da série Dark Souls.
Onde o jogo tropeça
A trama, por outro lado, é apontada como confusa — o Canaltech fala em "enorme quantidade de personagens, clãs e acontecimentos" difícil de acompanhar. O level design também decepciona: corredores com pouquíssimos desvios opcionais, sem exploração desafiadora, e um mapa que já marca praticamente todos os segredos sozinho, tirando a graça de quem gosta de se perder em jogo de ação. No PC usado no teste, ainda apareceram texturas em baixa resolução, engasgos de desempenho e consumo alto de RAM — problemas que merecem atenção antes da compra.
Pra quem é a comparação
O combate é posicionado mais perto de Dark Souls 2 do que do primeiro Dark Souls, com progressão que lembra Sekiro e uma pegada "feita na China" que ecoa Black Myth: Wukong. GTA 6 aparece só de relance, como "o grande destaque de 2026", sem disputa direta de qualidade.
O recado pra indústria
A régua que mais importa aqui: um estúdio pequeno entregou um sistema de combate que deixaria "estúdios veteranos com uma pulga atrás da orelha". Isso é bom pro consumidor — mais concorrência tende a empurrar qualidade pra cima, e o preço de lançamento, sem assinatura ou microtransação aparente até aqui, ainda é um dos pontos mais honestos do pacote. Resta ver se a Steam vai manter o preço de R$ 229,90 ou se o câmbio vai pesar até o lançamento.