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Mercado19 de set. de 2026, 11:01

Pix bate recorde de R$ 187 bi em um dia; veja o que muda até 2027

Criado pelo Banco Central em 2020, o sistema de pagamentos instantâneos já soma mais de 170 milhões de usuários e ganha novidades como Pix Automático e Pix por Aproximação.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa

R$ 186,89 bilhões. Foi o valor movimentado pelo Pix em um único dia, 4 de setembro deste ano, num recorde de 318 milhões de transações, segundo o Banco Central. No acumulado de janeiro a maio de 2026, o sistema já soma R$ 16,6 trilhões movimentados — alta de 26,5% ante o mesmo período de 2025 — em 36,3 bilhões de transações, média de quase 3 mil pagamentos por segundo.

Como chegou até aqui

O Pix foi lançado pelo Banco Central em 2020, depois de 31 meses de desenvolvimento, com uma proposta simples: pagamentos instantâneos, gratuitos para pessoas físicas, disponíveis 24 horas por dia. Cinco anos depois, o sistema já tem mais de 170 milhões de usuários cadastrados e se tornou o meio de pagamento mais usado do país, à frente de cartão de débito, crédito e dinheiro em espécie em número de transações.

O que muda daqui pra frente

O Banco Central já colocou no calendário uma sequência de novidades. Desde 1º de janeiro deste ano, o Pix Automático — modalidade pensada para substituir débito automático e assinaturas — é obrigatório para as instituições financeiras oferecerem. A partir de 1º de outubro, contas salário poderão usá-lo, inclusive para portabilidade de salário, e os usuários vão poder personalizar limites diários e por destinatário. Desde abril, o Pix por Aproximação também é obrigatório: permite pagar aproximando o celular ou a carteira digital da maquininha, em um modelo parecido com o contactless de cartão, mas com liquidação direto na infraestrutura do Banco Central.

Foto: reprodução/metropoles.com

Para o segundo semestre, está prevista uma mudança de segurança: novas regras vão restringir o uso indevido do campo "Descrição" das transações, hoje usado por golpistas para enviar ameaças e ofensas a vítimas. Para 2027, a agenda do Banco Central já lista Pix em Garantia, Pix Internacional e uma versão do Pix por Aproximação que funciona mesmo com o celular do pagador offline.

O que falta responder

O Banco Central ainda não detalhou como o Pix Internacional vai lidar com câmbio e taxas — hoje um dos principais entraves para levar o modelo brasileiro a outros países. Também não há data fechada para o lançamento do Pix em Garantia, que promete usar o histórico de transações como forma de acesso a crédito.

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