Pixel Watch 5 chega por US$ 399 com Gemini e monitor de pressão arterial
O novo smartwatch da Google soma acompanhamento de pressão arterial e resistência à insulina a um Gemini mais assistente, mas cobra US$ 50 a mais que o modelo anterior.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Preço primeiro, resto depois
O Pixel Watch 5 chega a partir de US$ 399 na versão de 41 mm, com a variante de 45 mm custando US$ 429 — um reajuste de US$ 50 sobre o Pixel Watch 4. Existe ainda uma edição especial Stephen Curry, vendida por US$ 579. O acabamento "satin pyrite" e novas cores de pulseira são as mudanças estéticas mais visíveis; por baixo do vidro, um processador Qualcomm um pouco mais rápido e uma bateria com ganho discreto de autonomia completam a lista de hardware.
Saúde é o argumento de venda
Se o hardware é incremental, a Google aposta que o software resolve. O Pixel Watch 5 passa a gerar resumos mensais de pressão arterial e a rastrear sinais de resistência à insulina, recursos que colocam o relógio mais perto de um dispositivo de monitoramento clínico do que de um simples contador de passos. O rastreamento de sono também foi revisado, com recomendações mais personalizadas.
Gemini assume o comando
A grande mudança é o Gemini rodando nativamente no pulso, prometendo ajuda "personalizada" com base no contexto do usuário — de lembretes a respostas de saúde. É a mesma aposta que a Google fez no restante da linha Pixel 11 anunciada nesta quarta-feira (12): menos hardware novo, muito mais inteligência artificial embutida no dia a dia.
Vale o preço no Brasil?
A Google não confirmou disponibilidade oficial do Pixel Watch 5 no Brasil, e o histórico da linha Pixel por aqui é irregular — poucos smartwatches da marca chegam com garantia local. Convertido direto, o preço de lançamento equivale a algo perto de R$ 2.200 antes de impostos, o que colocaria o relógio no mesmo patamar de um Galaxy Watch Ultra ou de um Apple Watch Series intermediário. Falta saber se os recursos de saúde, que dependem de aprovação regulatória em cada país, chegam ativados por aqui — ou se o comprador brasileiro paga o preço do hardware sem o principal diferencial anunciado.