
Placas RTX 50 explodem no preço e mercado fica selvagem para gamers
Levantamento da Tom's Hardware mostra alta de até 39% nas GeForce RTX 50 em dois meses, puxada pela RTX 5060 Ti 16GB. A RTX 5090 já acumula 135% de aumento desde o lançamento.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
39%. Foi quanto subiu o preço médio da RTX 5060 Ti 16GB entre junho e agosto, segundo levantamento da Tom's Hardware com base nos preços medianos praticados na Newegg. É a maior alta percentual entre as placas da linha GeForce RTX 50 da Nvidia no período. E tudo indica que esse momento pode ficar ainda mais selvagem para os gamers.
Quem sobe mais

Foto: reprodução/tomshardware.com
A RTX 5070, modelo mais popular da linha, encareceu 36% só em agosto. A RTX 5060 subiu 27% no mês e já acumula 57% de alta desde o lançamento. Mesmo a RTX 5050, ponta de entrada, subiu 5% em agosto e soma 27% desde que chegou ao mercado. No topo da linha, a conta é ainda mais dura: a RTX 5090 já está 135% mais cara do que no lançamento e passou da marca de US$ 4.600 nos Estados Unidos, enquanto a RTX 5080 acumula 50% de alta.
Por que os preços disparam
O gatilho é a cadeia de suprimentos: alta nos custos de memória GDDR7 e de wafers de silício está sendo repassada da manufatura para o varejo. O timing chama atenção — a Nvidia chegou a vender RTX 5090, RTX 5080 e RTX 5070 Ti na versão Founders Edition pelo preço de lançamento durante a QuakeCon, no Texas, mostrando que o problema não está no preço sugerido da fabricante, e sim no que parceiros e varejistas estão cobrando.
Quem ganha, quem perde
Fabricantes de placas, como os que revendem via Newegg, embolsam margem maior em um mercado de oferta apertada. Quem perde é o consumidor final, especialmente na faixa intermediária — RTX 5060 Ti e RTX 5070 —, justamente os modelos mais procurados por quem monta PC gamer sem orçamento de entusiasta. No Brasil, o cenário ainda não repetiu a mesma escalada vista nos EUA, mas o histórico de repasse cambial e impostos sugere que o alívio pode ser temporário.
O que vigiar
Se o aperto de memória e wafers persistir, a tendência é de novos reajustes ainda em 2026, com risco de contaminar o mercado brasileiro nos próximos meses. Para quem está de olho em upgrade, o recado é direto: os preços de lançamento já ficaram para trás, e a janela de comprar próximo do MSRP está cada vez mais estreita.