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MercadoSegurança15 de out. de 2026, 10:23

Pluto Security capta US$ 42 milhões para domar a shadow AI corporativa

Startup israelense que monitora o uso de IA por funcionários fecha rodada de US$ 34 milhões liderada pela Jump Capital, somando US$ 42 milhões captados desde a fundação, em 2025.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 42 milhões para fechar o buraco que a própria empresa abriu

A conta que importa aqui: US$ 42 milhões. É o total captado pela Pluto Security, startup israelense que saiu do modo stealth nesta semana vendendo uma promessa específica, dar visibilidade e controle às equipes de segurança sobre o que os funcionários andam construindo com ferramentas de IA, muitas vezes sem passar pelo TI. O valor se divide em duas rodadas: um seed de US$ 8,5 milhões liderado pela TLV Partners, fundo israelense que também apoiou a Armis, de cibersegurança, e uma Série A de US$ 34 milhões liderada pela Jump Capital, com a participação da Skinos, firma de Shlomo Kramer, cofundador da Check Point, da Ansa Capital e de investidores-anjo.

O problema: funcionário virou desenvolvedor sem avisar ninguém

A tese da Pluto é simples de entender e cada vez mais difícil de ignorar: equipes deixaram de só consumir software e passaram a criar skills, extensões, conectores, servidores MCP e agentes de IA por conta própria, fora do radar da segurança corporativa. É o fenômeno batizado de shadow AI, primo mais sofisticado do shadow IT de uma década atrás. A plataforma da Pluto varre esse ambiente, identifica componentes de risco e flagra atividades perigosas antes que virem incidente. A empresa também mantém a Plutonium, ferramenta gratuita lançada em abril para checar riscos em skills e add-ons de IA públicos, um gancho para atrair usuários antes de vender o produto enterprise.

Quem já paga a conta

A Pluto começou a vender em abril deste ano e já soma mais de 30 clientes corporativos e cerca de US$ 2 milhões em receita recorrente anual, nada astronômico ainda, mas uma tração rápida para quem saiu do estealth agora. Entre os nomes citados estão Oscar Health, Workato, Sixt e AlphaSense. A empresa foi fundada em 2025 por Shahar Bahat, ex-operadora da Unidade 8200 e com passagens por produto em startups e na Microsoft, ao lado de Tal Ofer Regev e Gil Maman. Hoje soma 40 funcionários entre Estados Unidos e Israel.

Quem ganha e quem fica de olho

Ganham a Jump Capital e a TLV Partners, que entram num mercado ainda em estágio inicial, quando valuations de entrada tendem a ser mais baratos do que serão em dois anos. Ganha também Shlomo Kramer, que repete a fórmula de apostar em fundadores israelenses de segurança via sua Skinos. Do outro lado, concorrentes diretos como Zenity.io, LayerX Security, Air, InsightFinder e Cymphony já correm nesse nicho há mais tempo, e a Pluto chega com caixa robusto para tentar consolidar espaço antes que o mercado se acomode em poucos players dominantes.

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