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GadgetsMercado28 de set. de 2026, 11:35

PNOE lança máscara de teste metabólico self-serve em 8 minutos

A versão 2.0 do dispositivo dispensa operador treinado e promete medir VO2 máximo e outros 22 biomarcadores em oito minutos, a partir de 1º de outubro.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A máscara ficou menor — e mais independente

A PNOĒ, startup americana de Malden, Massachusetts, com operação também na Grécia, vende há anos um equipamento de bioanálise respiratória que só funcionava com um operador treinado ao lado, apertando botões e ajustando a máscara no rosto do usuário. A partir de 1º de outubro, isso muda: a PNOĒ 2.0 é self-serve. Você coloca a máscara, aperta um botão e respira por oito minutos. Só isso.

O que ela mede

O aparelho lê 23 biomarcadores a partir do ar que você exala, incluindo VO₂ máximo (a medida padrão-ouro de capacidade aeróbica, normalmente restrita a laboratórios esportivos), taxa metabólica de repouso e flexibilidade metabólica — a facilidade do corpo em alternar entre queimar gordura e carboidrato como combustível.

O que mudou da geração anterior

A versão antiga tinha visual pesado, comparado por usuários ao Bane, vilão dos filmes do Batman, e dependia de alguém treinado para calibrar e operar o equipamento a cada teste. Na 2.0, o design foi refeito com a Design Group Italia, e a eletrônica agora é destacável: uma mesma unidade central pode trocar de máscara de silicone entre usuários diferentes, resolvendo o problema de higiene sem precisar de um aparelho por pessoa.

Vale o preço (mas não é pra você)

Aqui não tem versão de consumidor. A PNOĒ vende só para negócios, em assinatura que vai de US$ 400 a mais de US$ 1.000 por mês, incluindo hardware, software e treinamento da equipe do cliente. A lista de clientes já inclui a academia de luxo Equinox, a rede hoteleira Four Seasons, a NBA e o sistema hospitalar americano Mount Sinai. Sem venda direta ao público, o preço não é um teste de bolso — é uma conta que só fecha para academia, hospital ou hotel que consiga repassar o custo ao cliente final.

O caixa por trás

A empresa já levantou US$ 22 milhões, US$ 11 milhões deles numa rodada recente com participação da gestora 50 Years e de Lars Rasmussen, cofundador do Google Maps. Fundada por Apostolos Atsalakis e Panos Papadiamantis, passou pelo Y Combinator — aceleradora americana que já lançou startups como Airbnb e Dropbox — em 2019, tem 110 funcionários, diz crescer mais de 100% ao ano e afirma ter começado a dar lucro. Até agora, não há sinal de chegada ao Brasil.


Atualização (28/09, 09:40): A PNOE confirmou que a nova versão da máscara de teste metabólico chega ao mercado em 1º de outubro de 2026. O design foi refeito em parceria com o estúdio italiano Design Group Italia e agora separa os componentes eletrônicos da parte de silicone que entra em contato com o rosto, permitindo compartilhar o mesmo sensor entre usuários diferentes — pensado para academias, hotéis e farmácias, não só laboratórios esportivos e hospitais como na versão anterior.

O aparelho, que mede consumo de oxigênio e liberação de CO2 pela respiração, mantém a promessa de gerar 23 indicadores — entre eles VO2 máximo, calorias em repouso e flexibilidade metabólica — em cerca de 8 minutos, sem precisar de supervisão de um profissional. Segundo a empresa, academias e negócios que adotarem o equipamento pagarão uma assinatura mensal que varia de US$ 400 a mais de US$ 1.000, cobrindo hardware, software, treinamento e material de marketing.

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