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GadgetsGames05 de out. de 2026, 09:44

Pocket Advance quase aperfeiçoa o Game Boy Advance — só falta chegar ao Brasil

O portátil da Konkr, submarca da Ayaneo, replica o design clássico do GBA mas adiciona tela maior, bateria moderna e chip capaz de rodar até jogos de PS2. Vale a importação?

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Um GBA que cresceu, mas não perdeu a essência

O Pocket Advance, da Konkr — submarca de orçamento da fabricante chinesa Ayaneo, conhecida por lançar handhelds retrô voltados a emulação —, é daqueles produtos que fazem qualquer fã do Game Boy Advance original sorrir antes mesmo de ligar o aparelho. O formato, as cores (Navy, Coral e Grey, iguais às do clássico de 2001) e a disposição dos botões remetem diretamente ao portátil da Nintendo. Mas por dentro, é outra história.

Especificação que virou experiência

A tela de 3,5 polegadas, com resolução de 960×640 e proporção 3:2, foi pensada para escalar os jogos de GBA em 4x perfeito, sem distorção — algo que handhelds retrô concorrentes, presos a telas 16:9, não conseguem fazer sem cortar a imagem ou deixá-la borrada. Na prática, isso significa jogar Pokémon ou Fire Emblem com a mesma proporção de tela que o jogo foi desenhado para ter, só que em um painel muito mais nítido que o LCD opaco do original.

Por trás do visual nostálgico mora um chip MediaTek Helio G90T, com opções de 3GB ou 4GB de RAM e 32GB ou 64GB de armazenamento interno (expansível via microSD). O resultado é um salto que o GBA de 2001 nunca sonhou dar: o aparelho roda com folga qualquer coisa até PSP, e segundo a fabricante também emula GameCube, PS2 e Wii — embora revisores tenham notado que a emulação de PS2 ainda engasgue na prática. A bateria de 4.000 mAh promete entre 4 e 10 horas de uso, dependendo da carga de trabalho, com carregamento via USB-C — longe das pilhas AA que o GBA original consumia.

Construção e controles

Mesmo sendo a linha de entrada da Ayaneo, o Pocket Advance não parece barato: a carcaça de plástico é firme e com boa aderência, o D-pad e os botões de ação têm toque suave, e há ainda botões de ombro extras e um botão dedicado para abrir um menu de desempenho — recursos que o Game Boy Advance, obviamente, nunca teve. Wi-Fi 5, Bluetooth 5.0, saída de fone 3.5mm e alto-falantes duplos completam um pacote bem acima do que qualquer portátil Nintendo da época oferecia.

Vale a importação?

Nos Estados Unidos, o Pocket Advance saiu por US$ 89 (3GB/32GB) no lote inicial, com preço de tabela subindo para US$ 109 e US$ 129 conforme a configuração, desde o lançamento em agosto de 2026. Não há distribuição oficial no Brasil, então o caminho é importar — o que soma impostos, frete e o risco de retenção na alfândega ao preço final. Para quem tem saudade do GBA e não se importa em pagar essa conta extra, o aparelho entrega a nostalgia certa pela metade do investimento de um handheld premium. Mas convertido e com imposto, será que ainda compensa frente a um emulador em celular ou um aparelho já vendido formalmente por aqui?

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