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Gadgets23 de ago. de 2026, 23:00

Por que jogos de PC atuais exigem 16 GB de RAM?

Os 8 GB que bastavam há alguns anos não seguram mais os jogos atuais. Entenda por que o Windows 11 e motores como a Unreal Engine 5 empurraram o mínimo recomendado para 16 GB — e por que 32 GB virou o novo conforto.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Os 8 GB morreram, só ninguém avisou

Por anos, 8 GB de RAM foram sinônimo de "PC gamer decente". Essa época acabou. Hoje, ligar um PC com Windows 11 já consome sozinho entre 3 GB e 5 GB de memória — antes mesmo de abrir qualquer jogo. Some a isso navegador com dezenas de abas, Discord aberto, softwares de periféricos rodando em segundo plano e launchers como Steam ou Epic Games residentes na memória, e os 8 GB que antes bastavam viram um teto apertado demais para qualquer coisa além do sistema operacional.

Por que 16 GB virou o novo mínimo

A explicação não está só no inchaço do Windows: motores gráficos como a Unreal Engine 5, com as tecnologias Nanite e Lumen, elevam a densidade de polígonos e a iluminação em tempo real a um patamar muito superior ao de gerações anteriores. Isso exige carregar na memória centenas de elementos antes mesmo de o jogador olhar para eles — texturas, geometria, iluminação — e a RAM do sistema é quem gerencia esse fluxo de arquivos entre o armazenamento e a GPU. Quando a VRAM da placa de vídeo (normalmente 6 GB ou 8 GB nos modelos mais populares) se esgota, o sistema recorre à RAM como reserva de emergência, e é aí que aparecem travamentos e quedas bruscas de FPS.

16 GB é o mínimo, 32 GB é o conforto

A apuração aponta 16 GB como a memória recomendada para jogar hoje sem sustos, especialmente em resoluções Quad HD (1440p) e 4K, onde o volume de texturas e dados carregados é ainda maior. Para quem quer uma experiência mais tranquila, sem gargalos em jogos mais pesados ou multitarefa intensa com o jogo aberto, 32 GB já aparece como o patamar de conforto — não mais exclusividade de quem grava vídeo ou edita imagem em paralelo.

Vale o preço no Brasil?

Kits de memória RAM no Brasil não são o componente mais caro de um upgrade, e é aí que mora a boa notícia: comparado a trocar GPU ou processador, subir de 8 GB para 16 GB costuma ser o upgrade de melhor custo-benefício para quem sente o PC engasgar em jogos atuais. A pergunta que fica não é mais "preciso de 16 GB?" — é "por que ainda estou com 8 GB?". Quem está montando ou fazendo upgrade agora, mirando também a geração de jogos que ainda vai chegar nos próximos anos, sai na frente já comprando 32 GB e evitando um segundo gargalo lá na frente.

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