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Ciência26 de ago. de 2026, 23:14

Por que o Sol sozinho tem quase toda a massa do Sistema Solar

O Sol responde por 99,86% da massa do Sistema Solar, segundo dados da NASA — e quase tudo que sobra é ocupado por Júpiter.

Por Letícia Prado · Repórter de Ciência

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Pra escala humana: imagine um pacote de farinha de 1 quilo representando toda a massa do Sistema Solar. O Sol sozinho ocuparia cerca de 998 gramas desse pacote. Sobrariam pouco mais de 1 grama para o Sol, os oito planetas, luas, asteroides e cometas somados.

O que é confirmado pela NASA

Dados da agência espacial americana colocam o Sol com 99,86% de toda a massa do Sistema Solar. Em termos de comparação direta, o Sol tem cerca de 333 mil vezes a massa da Terra e 1.047 vezes a massa de Júpiter — o maior planeta do Sistema Solar.

Onde fica o pouco que sobra

Dentro dessa fatia mínima que não é o Sol, a distribuição também é bem desigual. Júpiter fica com a parcela mais generosa: cerca de 71% de tudo que não é o Sol, segundo o cálculo. Voltando à analogia do pacote de farinha, Júpiter ficaria com quase todo o grama restante — e a Terra, especificamente, equivaleria a menos de três miligramas de farinha nesse mesmo pacote.

Por que isso não é só curiosidade

A proporção de massa entre o Sol e o resto do Sistema Solar não é um detalhe estético: é ela que dita a gravidade que mantém todos os planetas em órbita e explica por que o centro de massa do sistema fica tão próximo do centro do próprio Sol. É também o motivo pelo qual, apesar do tamanho descomunal de Júpiter perto dos outros planetas, ele nunca teve massa suficiente para se tornar uma estrela — ficou muitas vezes abaixo do limite necessário para iniciar fusão nuclear no núcleo, papel que cabe só ao Sol nessa vizinhança cósmica.

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