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Mercado04 de set. de 2026, 09:40

Power bank com resfriamento líquido chega por preço duro

O MagFlow Pro usa a tecnologia CryoPulse para bombear líquido refrigerante visível através de uma janela transparente, prometendo carga sem fio mais rápida e sem esquentar tanto.

Por Marx Walker · Editor-Chefe

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Um power bank que parece um mini data center

A Ugreen — fabricante chinesa de acessórios de energia fundada em 2012 em Shenzhen, hoje negociada na bolsa de Shenzhen — lançou o MagFlow Pro, um power bank magnético sem fio de 10.000 mAh que leva resfriamento líquido para dentro de um acessório do tamanho da palma da mão. O preço nos EUA é de US$ 149,99, o que hoje gira em torno de R$ 850 na cotação direta, sem considerar impostos de importação.

A novidade é a tecnologia batizada de CryoPulse: uma micro-bomba interna circula líquido refrigerante por cima dos componentes que mais esquentam, incluindo a bobina de carregamento sem fio compatível com Qi2.2. O visual chama atenção porque a Ugreen colocou uma janela transparente — a empresa chama de "Cyber Window" — que deixa o fluxo do líquido visível a olho nu enquanto o aparelho carrega.

Números de desempenho

Segundo a Ugreen, o sistema de resfriamento mantém a temperatura de pico até 10°C abaixo do que a empresa descreve como padrão da indústria (118°F, ou cerca de 47,7°C). Na prática, isso permitiria carregar um iPhone 17 Pro Max sem fio até 50% da bateria em 40 minutos — cerca de 50% mais rápido que um carregador Qi legado de 7,5 W.

O acessório também traz um cabo USB-C embutido de 45 W que funciona como alça de transporte, além de uma tela que mostra nível de carga, potência em tempo real e ciclos de bateria já utilizados.

Vale o preço no Brasil?

A Ugreen não é estreante por aqui: já vende cabos, hubs e power banks em marketplaces brasileiros, mas modelos com recursos de ponta como esse costumam chegar depois do lançamento americano e com sobretaxa relevante — histórico da marca sugere algo entre R$ 1.200 e R$ 1.500 quando (e se) desembarcar oficialmente no país, considerando impostos.

O apelo aqui não é exatamente a velocidade de carga — 50% em 40 minutos é bom, mas não revolucionário perto de carregadores com fio de alta potência — e sim a proposta de manter a bateria mais fria por mais tempo, o que tende a preservar a vida útil das células ao longo dos anos. Resta saber se o preço-prêmio por ver o líquido circulando compensa frente a poderbanks tradicionais, sem essa vitrine, que entregam autonomia parecida por bem menos dinheiro.

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