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Gadgets19 de set. de 2026, 11:00

Power bank de ex-CEO da KLM explode em avião e reacende alerta de segurança

Camiel Eurlings, que comandou a KLM entre 2013 e 2014, ignorou a própria norma da companhia e carregou um power bank durante o voo — a bateria pegou fogo enquanto ele dormia e obrigou o avião a voltar para Amsterdã.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Nem quem fez a regra escapou dela

Se tem uma coisa que aprendi cobrindo bateria de gadget é que ninguém está imune a um erro bobo — nem quem escreveu o manual. Foi o que aconteceu com Camiel Eurlings, que foi presidente e CEO da KLM, a companhia aérea holandesa, entre 2013 e 2014. Em voo da KLM entre Amsterdã e Curaçao, ele deixou um power bank carregando na tomada do próprio assento durante o voo, algo que a política da companhia proíbe explicitamente. O aparelho superaqueceu, soltou um estrondo e pegou fogo enquanto ele dormia, por volta da metade do trajeto sobre o Atlântico.

O que a especificação não conta

Aqui entra o ponto que eu sempre bato nesta coluna: a ficha técnica de um power bank fala de miliamperes-hora e portas USB-C, mas não fala do risco de fuga térmica de uma bateria de íon-lítio quando ela sofre dano, defeito de fabricação ou aquecimento fora do previsto. Foi exatamente esse tipo de falha que passageiros descreveram — labaredas saindo de cima do assento de classe executiva, danificando janela e poltrona e causando queimaduras leves em quem estava por perto. O avião, um Boeing 777, precisou voltar para o aeroporto de Schiphol depois de cerca de 5,5 horas de voo, um desvio caro e um susto e tanto para quem estava a bordo.

A regra existe por um motivo

Companhias aéreas como a KLM permitem levar power bank na bagagem de mão, mas proíbem usá-lo ou carregá-lo durante o voo — justamente porque, em caso de incêndio térmico, a cabine pressurizada a 10 mil metros de altitude é o pior lugar possível para lidar com uma bateria em chamas. A ironia de o próprio ex-CEO ter sido flagrado descumprindo essa norma, segundo relatos de passageiros, não passou despercebida.

Vale o risco no seu bolso?

No Brasil, onde power bank virou item obrigatório de mochila, a lição é simples: bateria de reserva se carrega em casa, antes de embarcar, ou fica desligada dentro da bolsa durante o voo. Prefira modelos com certificação e corpo íntegro, evite os que já caíram ou amassaram, e nunca durma com o aparelho plugado — nem em casa, nem a 30 mil pés. Spec bonita de mAh não vale nada se o aparelho literalmente pega fogo no seu colo.

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