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Gadgets05 de out. de 2026, 09:39

Power bank no avião em 2026: o que pode e o que não pode na mala

Novas regras da ANAC e da IATA definem limites de capacidade em Wh e quantidade de power banks permitidos em voos. Entenda o que vai na bagagem de mão e o que é proibido despachar.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Quem viaja de avião e depende de um power bank para não ficar com o celular na reserva precisa prestar atenção às regras de 2026. A ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil, órgão regulador da aviação civil no Brasil) e a IATA (associação internacional que reúne as companhias aéreas e orienta práticas de segurança) definiram critérios mais claros sobre como baterias de lítio podem ser transportadas em voos de passageiros.

Bagagem de mão, nunca despachada

A regra mais importante é direta: power bank não pode ir na bagagem despachada. Ele precisa viajar com você na cabine, guardado dentro de um item pessoal, como mochila ou bolsa. Isso existe porque uma falha ou superaquecimento no porão da aeronave é muito mais difícil de controlar do que um problema que acontece ao alcance da tripulação, dentro da cabine.

O que a capacidade em Wh significa na prática

Aqui entra o número que todo viajante deveria aprender a ler no próprio power bank: o Wh (watt-hora), que indica quanta energia a bateria guarda. As regras seguem três faixas: até 100 Wh, liberado sem autorização prévia, limite de duas unidades por passageiro; de 100 Wh a 160 Wh, só com aprovação da companhia aérea antes do voo; acima de 160 Wh, proibido em voos de passageiros.

Na prática, isso significa que aquele power bank "gigante", pensado para carregar notebook e celular várias vezes sem precisar de tomada, pode simplesmente não entrar no avião se passar de 160 Wh. Como referência, cerca de 27.000 mAh já equivalem a 100 Wh — então vale a conta antes de comprar o modelo para a próxima viagem.

O que mudou em relação a antes

Até pouco tempo atrás, a exigência de levar o power bank na bagagem de mão já existia, mas faltava a especificação clara de limites de Wh, quantidade máxima e proibições de uso durante o voo. As novas regras da ANAC incorporam orientações mais recentes de segurança e fecham essas lacunas.

Cuidados extras durante o voo

Além dos limites de capacidade, há recomendações de segurança que valem para qualquer power bank: não conectá-lo às portas USB da aeronave, não recarregá-lo durante o voo, manter os terminais protegidos e nunca transportar uma bateria danificada ou inchada.

Balanço prático para quem vai viajar

Se o seu power bank tem até 100 Wh e você carrega no máximo dois, a viagem é tranquila: ele vai na bagagem de mão e ponto final. Passou disso, é melhor confirmar com a companhia aérea antes de fazer as malas — e, se for acima de 160 Wh, já vale substituir o equipamento por um modelo dentro do limite.

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