
Projeto leva Linux ao PS5 e PS5 Pro mesmo após saída do criador
Atualização do PS5 Linux agora cobre firmwares de 5.00 a 13.60 em PS5 base e Pro, com suporte a USB, Bluetooth e DualSense. O avanço veio depois que Andy Nguyen deixou o projeto e um grupo de sete desenvolvedores assumiu o código.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
O que mudou no PS5 Linux
O projeto que coloca Linux pra rodar dentro do PlayStation 5 deu um salto. Depois da atualização mais recente, o PS5 Linux passou a funcionar em qualquer firmware entre o 5.00 e o 13.60, cobrindo tanto o PS5 base quanto o PS5 Pro. Antes, o suporte ao modelo Pro era mais limitado — agora os dois consoles rodam o sistema lado a lado.
A lista de recursos também cresceu: a atualização trouxe suporte a todas as portas USB do console, Bluetooth interno, compatibilidade com o DualSense e um driver próprio (GbE) para a conexão Ethernet. Na prática, isso deixa o PS5 modificado mais parecido com um PC de verdade rodando Linux — o que, aliás, é a ideia desde o início: o PS5-linux-loader, nome oficial do projeto de desenvolvedores independentes que roda Linux no console sem qualquer vínculo com a Sony, nasceu pra transformar o console numa máquina de emulação de outros sistemas e também numa espécie de Steam Machine, rodando jogos de PC direto no hardware da Sony.
Quem acompanha a cena sabe que não é tudo perfeito: firmwares 14.00 ou superiores ainda não têm suporte, embora os desenvolvedores estejam otimistas com a chegada do 14.10, graças à descoberta de uma nova falha no hypervisor do console.
Por que o criador original saiu
O avanço chama atenção porque acontece sem Andy Nguyen, ex-pesquisador de segurança do Google que liderava o projeto e decidiu deixar a cena de modificação do PS5. Com a saída dele, um grupo de sete desenvolvedores assumiu o código — aparentemente contando com ajuda de inteligência artificial no processo, segundo a Canaltech.
O que isso muda pra quem tem um PS5
Vale lembrar: colocar Linux no PS5 depende de uma falha de segurança (exploit) e não é algo oficial nem autorizado pela Sony. Esse tipo de modificação historicamente anda de mãos dadas com risco de banimento do console na PlayStation Network e perda de garantia — quem decide seguir esse caminho sabe que abre mão de suporte oficial e de acesso tranquilo aos serviços online da Sony.
O timing também não é por acaso: a Sony está numa corrida contra jailbreaks do PS5, movimento que ganhou força nos últimos meses com o uso de IA por parte da comunidade hacker. Um dos motivos é a chegada de GTA 6 em 19 de novembro — a empresa quer blindar o console com atualizações de firmware pra evitar que o lançamento da Rockstar vire alvo fácil de pirataria.