
Projetor 4K substitui a smart TV? Testamos em sala com luz
O Canaltech testou dois projetores contra duas smart TVs, sem escurecer o ambiente, para responder se dá pra trocar a tela por um projetor no dia a dia.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Duas duplas, o mesmo teste: luz natural entrando pela janela
O Canaltech colocou frente a frente um projetor 4K de médio-alto padrão e uma smart TV, sem escurecer o ambiente — janelas e portas abertas, do jeito que a maioria das salas fica no dia a dia. A pergunta era simples: dá pra trocar a TV por um projetor sem virar a vida em função de cortina blackout?
No primeiro confronto, entrou o JMGO N1S Ultimate 4K, projetor a laser triplo chinês pouco conhecido no Brasil e vendido oficialmente por cerca de US$ 2.099 a US$ 2.799 nos EUA, com 3.300 lumens ISO e Google TV embutido, contra uma smart TV LG NanoCell NANO90SNA. Resultado: o JMGO foi o que mais chegou perto da experiência de TV mesmo com luz ambiente — cores e detalhes continuaram visíveis —, mas a tela da LG ainda levou vantagem em nitidez.
Foto: reprodução/canaltech.com.br
No segundo teste, um Epson EF-61G Full HD, com 700 lumens e áudio desenvolvido com a Bose, enfrentou uma smart TV Philips com Dolby Atmos. Aqui a claridade pesou mais: "cores e contraste perdiam força" à medida que a luz natural aumentava — o ponto forte do Epson acabou sendo o áudio, não a imagem.
O veredito: depende do ambiente, não do preço
A conclusão do teste é direta: um projetor 4K de gama alta já dá conta do recado mesmo em sala clara, mas ainda perde pra smart TV em nitidez quando não há controle de iluminação. Para quem consegue escurecer o ambiente à noite ou tem uma sala dedicada, o projetor vale a troca pela tela gigante. Mas para o uso comum, de sala de estar com janela grande e sem cortina blackout, a smart TV segue sendo a aposta mais segura — e olha que nem entramos no preço: nenhum dos dois projetores testados tem venda oficial confirmada no Brasil, o que já é um obstáculo antes mesmo de discutir performance.