
Próximo Xbox pode custar até US$ 1.800, aponta relatório da Fortune
Projeções internas da Microsoft indicam que o Xbox de próxima geração, codinome Helix, pode sair entre US$ 1.200 e US$ 1.800 quando chegar em 2028 — preço que já gerou revolta entre jogadores antes mesmo do console existir.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
O preço que ninguém queria ver
Imagina pagar o preço de uma geladeira boa só para jogar o próximo Call of Duty. É basicamente isso que um relatório da revista Fortune sugere para o próximo console da Microsoft, de codinome Helix: entre US$ 1.200 e US$ 1.800, segundo projeções internas da empresa citadas por fontes com acesso ao planejamento do produto.
A reportagem, parte de um perfil sobre Asha Sharma, CEO da Xbox desde fevereiro de 2026 após substituir Phil Spencer, afirma que a Microsoft mira o lançamento do Helix para a temporada de fim de ano de 2028. Antes dele, viria um portátil de nova geração, previsto para 2027.
Por que tão caro
O valor estratosférico não é capricho: segundo a Fortune, o aumento é puxado pelo custo crescente de componentes, pressionado pela demanda global por chips e memória para inteligência artificial — a mesma corrida que está encarecendo computadores e outros eletrônicos no mundo todo. É importante frisar que a faixa de US$ 1.200 a US$ 1.800 é uma projeção interna, não um preço de tabela anunciado, e a própria reportagem deixa em aberto se a Microsoft vai subsidiar parte do custo do hardware para vender mais barato — prática comum na indústria de consoles, que historicamente vende o aparelho no prejuízo e recupera o investimento com jogos e assinaturas.
A reação da comunidade
Ainda assim, o número já caiu mal. Jogadores em fóruns e redes sociais classificaram o console como natimorto antes mesmo de ser revelado oficialmente, argumentando que nem um salto geracional espetacular justificaria gastar o equivalente a um notebook de ponta só para jogar. Mike Ybarra, ex-vice-presidente da Xbox e ex-presidente da Blizzard Entertainment, uma das maiores desenvolvedoras de jogos dos Estados Unidos, foi direto: disse que um console nesse patamar de preço simplesmente não vai vender em volume relevante, e que o ponto de entrada histórico da categoria — algo entre US$ 399 e US$ 499 — continua sendo o que sustenta a base de consumidores.
O consumidor no meio do fogo cruzado
Para quem joga hoje, a notícia reforça uma tendência incômoda: consoles, assinaturas e até jogos avulsos estão cada vez mais caros, e a Microsoft já vinha sendo criticada por reajustes recentes no Game Pass. Resta saber se, entre 2026 e 2028, a empresa vai ajustar a conta para caber no bolso do jogador médio ou se vai apostar que quem quiser o hardware mais potente vai pagar o preço que for cobrado.