
Quais apps rodam no novo celular da Nokia com bateria de 40 dias?
O Nokia 300 Charge promete até 40 dias de espera e funciona como carregador portátil, mas roda só o básico: nada de WhatsApp, Instagram ou apps modernos.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A promessa é bateria, não aplicativo
A HMD, dona da marca Nokia, acabou de anunciar o Nokia 300 Charge, um celular de botão com bateria de 3.700 mAh e autonomia de até 40 dias em modo de espera, segundo a fabricante. É bastante tempo, mas antes de qualquer empolgação é preciso deixar claro o que esse aparelho é: um telefone básico, não um smartphone disfarçado.
Rodando o sistema proprietário S30+, o Nokia 300 Charge não instala aplicativos modernos. Não há WhatsApp, Instagram, TikTok, Spotify, YouTube, Google Maps ou apps de banco. O que ele oferece é o pacote nativo de sempre: chamadas, SMS, agenda, calculadora, alarme, relógio, rádio FM, tocador de música e uma lanterna de LED que a HMD diz ser até quatro vezes mais forte que a do Nokia 105 (2023).
Foto: reprodução/gsmarena.com
O diferencial: virou um power bank
O grande truque do 300 Charge é a função de saída de energia. Com um cabo 4-em-1 incluso na caixa, dá para usar a bateria do telefone para carregar um smartphone, fone de ouvido ou qualquer outro acessório compatível. Comparado ao antecessor direto da linha básica da Nokia, é um salto de proposta: antes a bateria durava mais só para você mesmo; agora ela dura mais para você emprestar energia a terceiros.
O chip é o Unisoc SC6531E, acompanhado de 4 MB de RAM e 4 MB de armazenamento interno — números que fariam sentido há quinze anos e que reforçam que estamos falando de um aparelho para chamada e SMS, com expansão via microSD de até 32 GB. A conectividade é limitada a redes 2G nas faixas de 900 MHz e 1800 MHz.
Vale o preço no Brasil?
As fontes internacionais apontam um preço de lançamento na faixa de US$ 35 a 38 em outros mercados, mas a HMD ainda não confirmou data de chegada nem valor em reais para o Brasil. Nesse patamar, a pergunta não é se o aparelho compensa como smartphone — porque ele simplesmente não é um —, mas se serve ao público certo: quem quer um telefone reserva, um aparelho de trabalho sem distração, ou literalmente um power bank que também faz ligação. Para esse nicho, a proposta é honesta.