
Quantas placas solares recarregam um carro elétrico? Veja o cálculo
Para um BYD Dolphin Mini, com bateria de 38,88 kWh, o cálculo aponta de 12 a 16 placas de 550 W — carros com baterias maiores exigem sistemas de até 29 placas.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Botar o carro elétrico para carregar com energia solar parece simples até você tentar fazer a conta. A resposta de quantas placas são necessárias muda completamente dependendo do carro — e o motivo é o mesmo que já irrita quem compara autonomia de celular: bateria maior pede sistema maior, sem atalho.
O ponto de partida: capacidade da bateria
O cálculo para saber o número exato de placas depende de fatores como a capacidade da bateria do veículo, a potência dos módulos fotovoltaicos e até a incidência solar da região onde o sistema está instalado — não existe número único que sirva para todo carro elétrico. É por isso que a conta precisa ser feita modelo a modelo.
O exemplo do Dolphin Mini
Para o BYD Dolphin Mini, que tem bateria de 38,88 kWh, a estimativa aponta um sistema fotovoltaico de 7 a 9 kWp, o que equivale a algo entre 12 e 16 placas de 550 W — geradas para produzir cerca de 38 kWh de energia por dia, o suficiente para cobrir uma carga completa.
Baterias maiores, contas maiores
A escala sobe rápido conforme a bateria cresce. Um carro com bateria de 50 kWh já pede sistema de 9 a 11 kWp, entre 16 e 20 placas. Com 60 kWh, o sistema vai a 11-13 kWp e 20 a 24 placas. E para baterias de 80 kWh — comuns em elétricos maiores e mais caros — o cálculo chega a 14-16 kWp, ou seja, de 25 a 29 placas solares só para dar conta de uma recarga completa por dia.
Vale o investimento no Brasil?
A conta de placas é só metade da equação: ainda entram no orçamento inversor, instalação, espaço físico no telhado e a variação de sol conforme a região do país — fatores que podem empurrar o sistema necessário para cima ou para baixo em relação às faixas estimadas. Para quem já tem ou pretende instalar energia solar em casa, dimensionar o sistema pensando também no carro elétrico evita a surpresa de descobrir, meses depois, que a geração não cobre nem o consumo doméstico, nem a recarga do veículo. É conta de luz zerada — mas só se o projeto for feito com o carro em mente desde o início, não como extra de última hora.