
QueryStory sai do stealth com US$ 6 mi e valuation de US$ 60 mi
Fundada por um ex-cofundador da Chronicle Security, do Google, a QueryStory levanta rodada seed para aplicar técnicas de cibersegurança e tornar análises de dados geradas por IA mais confiáveis e auditáveis.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
US$ 6 milhões para resolver o problema da confiança em IA
A QueryStory saiu do modo stealth com uma rodada seed de US$ 6 milhões, fechada ainda no fim de 2025, a um valuation de US$ 60 milhões — múltiplo de 10x sobre o aporte, patamar que reflete o apetite recente do mercado por startups de segurança aplicada a IA. A rodada foi liderada por Brightmind Ventures e New York Life Ventures.
O que a startup entrega
A QueryStory é uma plataforma de análise de dados que usa LLMs para consultar bancos de dados corporativos e transformar os resultados em narrativas e dashboards automáticos. A diferença em relação a outras ferramentas de "converse com seus dados" está na camada de verificação: o sistema expõe as consultas SQL geradas, mostra um indicador de confiança explicando por que a IA considera aquela análise precisa, mantém rastreabilidade completa do processo e permite que analistas sinalizem respostas para revisão humana, com o resultado registrado na própria plataforma.
Segundo o CEO Shapor Naghibzadeh, o produto funciona como "um padrão de investigação — faz várias perguntas aos dados e monta tudo em uma narrativa", em vez de devolver uma resposta única e opaca.
O problema que a empresa mira
Com LLMs cada vez mais usados para interrogar dados proprietários, empresas enfrentam um risco crescente: cada funcionário pode obter uma "versão da verdade" diferente da IA, sem meios claros de auditar de onde veio a resposta. A QueryStory aposta que resolver esse déficit de confiança — e não apenas gerar respostas mais rápidas — é o que vai destravar a adoção corporativa de IA em análise de dados sensíveis.
Quem ganha e quem perde
Naghibzadeh não é estreante: foi cofundador da Chronicle Security, o projeto de cibersegurança que saiu da X (a fábrica de moonshots do Google) antes de ser incorporado à Alphabet. É esse know-how de segurança que a empresa diz estar transportando para o problema de confiabilidade em IA generativa. Completam o time fundador Stanley Yang (CTO), ex-Google e engenheiro líder na EvolutionIQ, e David Glusic (CPO), veterano da Accenture. Para Tayler Sipperly, da Brightmind, a aposta é estrutural: "a IA é mais frágil do que as pessoas percebem ao construir coisas duráveis" — uma lacuna que fundos de venture capital especializados em segurança têm mostrado disposição a financiar cedo, antes mesmo de a startup provar tração comercial em escala.