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Mercado01 de nov. de 2026, 22:03

R2 já é o carro mais vendido da Rivian e puxa segunda alta de projeção no ano

No seu primeiro trimestre completo de entregas, o SUV elétrico R2 superou o R1 e a van comercial EDV e se tornou o modelo mais vendido da Rivian. A montadora elevou a projeção de entregas para pelo menos 67 mil veículos em 2026, a segunda alta do ano.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa: R2 na liderança

A Rivian, montadora americana de carros elétricos, faturou US$ 2,155 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 38% em relação a um ano antes, com entregas crescendo 46% no período. Mas o dado que define o trimestre é outro: o SUV elétrico R2, em seu primeiro trimestre completo de entregas, já é o veículo mais vendido da empresa, superando tanto o R1, linha premium de SUV e picape, quanto a van comercial EDV, usada por clientes como a Amazon.

O resultado veio acima das expectativas de Wall Street tanto em receita quanto em lucro bruto, e a Rivian aproveitou para elevar a projeção de entregas para 2026: a faixa anterior, de 65 mil a 70 mil veículos, foi substituída por uma meta mínima de 67 mil unidades. É a segunda vez neste ano que a montadora revisa a projeção para cima, um sinal de que a aposta em um modelo de entrada mais barato está funcionando.

Por que o R2 virou aposta certa

O R2 chega ao mercado com preço inicial pouco abaixo de US$ 60 mil, mas a Rivian já prepara versões mais acessíveis: uma configuração premium a US$ 53.990 no fim de 2026 e trims a partir de US$ 44.990 em 2027. A estratégia de baratear o portfólio parece ser o que vinha faltando para a empresa ganhar volume, algo que o R1, mais caro e voltado a um nicho premium, não conseguia entregar na mesma escala.

Software puxado pela parceria com a Volkswagen

Outro destaque do balanço veio da divisão de software e serviços da Rivian, cuja receita cresceu 45% ano a ano. Do total gerado nessa frente, 59%, equivalente a US$ 354 milhões, veio da joint venture da empresa com a Volkswagen, montadora alemã que paga à Rivian por trabalho de arquitetura elétrica e desenvolvimento de software. O avanço também foi impulsionado por serviços de reparo e manutenção de veículos e pela oferta paga de software de autonomia da empresa, batizada Autonomy+.

O conjunto do trimestre mostra uma Rivian menos dependente de um único produto: o R2 traz volume, e a parceria com a Volkswagen transforma know-how de software em receita recorrente, uma combinação que ajuda a explicar por que a ação da empresa reagiu bem ao balanço.

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