
Rabbit lança agente de IA que roda sem o hardware R1
A empresa por trás do dispositivo de bolso R1 lançou nesta terça-feira (22) o OS3, um agente de IA que funciona na nuvem e controla Windows, Mac e Linux sem precisar do R1.
Por Marina Sato · Repórter de IA
A Rabbit, startup americana conhecida pelo dispositivo de bolso R1 lançado em 2024, lançou nesta terça-feira (22) o OS3, um agente de inteligência artificial que roda na nuvem e não depende mais do hardware original da empresa. O sistema controla computadores com Windows, Mac e Linux a partir de um único chat contínuo.
Como funciona sem o R1
O OS3 opera como um "sistema operacional agnóstico": o usuário conversa com o agente e ele decide onde executar cada tarefa, seja em uma máquina local, em uma máquina virtual na nuvem ou em um dispositivo dedicado de IA. O R1 continua existindo, mas passa a ser apenas mais um ponto de acesso entre vários — não mais um requisito.
Segundo a Rabbit, uma mesma conta pode conectar até cinco dispositivos, e o acesso ao agente pode ser feito por navegador (desktop ou mobile), Telegram, iMessage, RCS, SMS ou pelo próprio R1.
Sem mensalidade, mas com pré-requisito
O OS3 não tem uma taxa mensal própria. Em vez disso, o usuário precisa trazer sua própria chave de API — de provedores como OpenAI ou Anthropic — ou conectar um modelo rodando localmente. É possível trocar de modelo sem perder o contexto, a memória ou os "skills" já configurados no agente.
Números da empresa
Em declaração à revista WIRED, o fundador da Rabbit, Jesse Lyu, afirmou que a empresa já captou cerca de 60 milhões de dólares e opera hoje com apenas 15 funcionários.
Fim do R1, início de outro hardware
A Rabbit confirmou que parou de fabricar o R1 e descartou o lançamento de um R2. O próximo produto de hardware da empresa será um "Cyberdeck" voltado para programação assistida por IA (o chamado "vibe coding"), previsto para os próximos meses — e que já nasce com o OS3 como sistema padrão.
O que ainda falta responder
A Rabbit não divulgou uma data de disponibilidade nem preço para o Cyberdeck, nem detalhou como fica a relação de custo para quem não tem chave de API própria. Também não está claro qual é o nível de exposição de dados quando o agente opera um computador pessoal remotamente, nem se a promessa de continuidade de memória entre modelos diferentes já funciona de forma plena ou é uma meta futura.