
Range Rover Electric promete 536 km de autonomia e custa US$ 140 mil
Primeira versão 100% elétrica do SUV britânico chega em 2027 com 543 cv, carregamento em 22 minutos e a mesma pegada off-road da linha a combustão.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A especificação que interessa
543 cv e 850 Nm de torque — mais do que qualquer Range Rover já lançado, incluindo as versões turbinadas a combustão. O Range Rover Electric, primeira versão 100% elétrica do SUV de luxo britânico da Land Rover, também carrega de 10% a 80% da bateria em 22 minutos, graças a um carregamento rápido de até 350 kW. A autonomia fica em 333 milhas (536 km) no ciclo oficial americano (EPA), com a montadora reivindicando até 372 milhas (599 km) em condições ideais de outros mercados.
Comparado com a geração a combustão
Quem já dirige um Range Rover a diesel ou gasolina vai reconhecer o carro de longe: por fora, a versão elétrica é praticamente idêntica à linha atual. A diferença aparece na condução — o motor elétrico dispensa o ronco do motor V8 nas subidas, mas a marca garante que a capacidade off-road segue sem concessões, incluindo vau de água e articulação de suspensão nos mesmos patamares da versão a combustão. É a aposta da Land Rover de que o SUV de duas toneladas e meia pode ficar silencioso sem virar menos capaz fora do asfalto.
Quanto custa
Nos Estados Unidos, o preço parte de US$ 140.450 (cerca de R$ 770 mil, na cotação atual) na versão SE, com destino incluso, subindo para US$ 177.250 na Autobiography, US$ 221.950 na SV e US$ 255.250 na SV Ultra. No Reino Unido, os preços começam em £154.070. As primeiras entregas aos clientes estão previstas para 2027, e a marca ainda não confirmou data nem preço para o Brasil.
Vale o preço no Brasil?
Sem tabela local ainda, a pergunta fica em aberto — mas o histórico ajuda a estimar: a linha Range Rover a combustão já chega ao país com ágio expressivo sobre o preço americano, puxado por impostos de importação. Se o padrão se repetir, a versão elétrica deve desembarcar por aqui — quando desembarcar — como um carro para poucos, não como alternativa de peso na eletrificação em massa do mercado brasileiro.
Atualização (02/09, 15:48): Atualização (2/9): além da autonomia e do preço já divulgados, a Land Rover revelou detalhes do design do Range Rover Electric — e a decisão foi manter a aparência quase idêntica à dos modelos a combustão. A marca nunca camuflou os protótipos durante os testes de rua, sinal de que não havia nada de radical para esconder. As mudanças ficam concentradas na dianteira, com grade redesenhada e otimizada aerodinamicamente, rodas com desenho específico para a versão elétrica e um assoalho (underbody) reformulado para reduzir o arrasto do ar. A escolha contraria a tendência de rivais elétricos que apostam em carrocerias futuristas para sinalizar a troca de motorização.